sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Ciclo menstrual pode ser fundamental para deixar de fumar

 

Uma pesquisa publicada na revista Biology of Sex Differences destaca que as mulheres que tencionam deixar de fumar podem ter mais sucesso nesse objetivo se tiverem em conta a altura ótima do ciclo menstrual para abandonar o tabaco.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram 38 mulheres, com idades entre os 21 e os 51 anos, que fumavam, mas não tomavam contracetivos hormonais.

As participantes realizaram uma ressonância magnética funcional para avaliar como as regiões do cérebro que ajudam a controlar o comportamento aditivo estão funcionalmente ligadas a outras regiões que sinalizam a recompensa.

Os cientistas já tinham descoberto anteriormente que as mulheres que estão na fase folicular, que tem início na menstruação e continua até à ovulação, têm respostas aumentadas aos estímulos para fumar nas regiões cerebrais envolvidas na recompensa, em comparação com as mulheres que estão na fase luteínica, quando a razão entre os níveis de progesterona e estrogénio são elevados e os comportamentos aditivos são reprimidos, o que sugere que a progesterona pode proteger as mulheres de voltarem a fumar.

Durante este novo estudo, as participantes foram divididas em dois grupos: as que se encontravam na fase folicular e as que estavam na fase luteínica; e posteriormente avaliadas com o objetivo de verificar a influência da fase do ciclo menstrual sobre a vontade de fumar.



https://medicoresponde.com.br/fases-do-ciclo-menstrual-o-que-voce-precisa-saber/


Os resultados mostraram que, durante a fase folicular, havia uma redução da conetividade funcional entre as regiões do cérebro que ajudam a tomar boas decisões (regiões corticais) e as regiões que contêm o centro de recompensa (estriado ventral), o que sugere que, nesta fase, as mulheres podem ter um maior risco de continuar a fumar ou de ter recaídas.

De acordo com os autores da pesquisa, os dados obtidos apoiam os resultados conseguidos com testes em animais e a literatura humana emergente que tem demonstrado que a progesterona pode ter um efeito protetor sobre os comportamentos aditivos e demonstra também que há diferenças entre os homens e as mulheres no que diz respeito ao comportamento tabágico e recaídas.

Fonte: Medical News Today

https://www.indice.eu/pt/noticias/saude/2016/06/06/ciclo-menstrual-pode-ser-fundamental-para-deixar-de-fumar

Temperatura ambiente do quarto

 

O ambiente térmico, principalmente a temperatura próxima em volta do corpo e do cérebro, é talvez um dos fatores menos considerados na determinação da facilidade com que vai adormecer de noite e a qualidade do sono que vai obter, diz Matthew Walker no livro “Porque dormimos?”

A temperatura ambiente do quarto, as roupas que tem na cama e as roupas que veste para dormir ditam o ambiente térmico que vai envolver o seu corpo durante a noite. A temperatura ambiente foi um dos fatores que sofreu um maior assalto por parte da modernidade.

Esta mudança diferencia fortemente as práticas de sono dos humanos modernos das práticas das culturas pré-industriais e dos animais.

Para iniciar o sono com sucesso, a temperatura interna do corpo precisa de descer cerca de um grau Celsius.

Por este motivo, terá sempre mais facilidade em adormecer num quarto que está demasiado frio do que num que está demasiado quente.

A diminuição de temperatura é detetada por um grupo de células termicamente sensíveis que se situam no centro do cérebro, dentro do hipotálamo. Estas células estão alojadas mesmo ao lado do relógio biológico de 24 horas do núcleo supraquiasmático e há um bom motivo para isso.

Quando a temperatura corporal desce para o limite noturno aceitável, as células térmicas enviam uma mensagem ao vizinho do núcleo supraquiasmático. Esta informação, acrescida da diminuição natural da luz do dia, informa o núcleo supraquiasmático de que deve iniciar a libertação de melatonina noturna e com ela a ordem para ir dormir.

Os níveis de melatonina noturna são então controlados não apenas pela perda de luz do dia ao entardecer, mas também pela descida de temperatura que coincide com o pôr do sol.

O nosso corpo não é passivo em deixar que o fresco da noite nos embale no sono. Uma das formas que temos para controlar a temperatura corporal é através da superfície da pele. A maior parte do trabalho térmico é levado a cabo por três partes específicas do corpo: as mãos, os pés e a cabeça.



http://blog.megacolchoes.com.br/se-o-ritmo-de-sono-dos-adultos-ja-influenciado-pelos-aparelhos-eletronicos-e-pela-iluminacao-e-barulhos-das-cidades-imagine-as-das-criancas-cada-vez-mais-os-estimulos-para-ficarmos-acordados-sao-ma/

As três áreas são ricas em vasos sanguíneos que formam uma vasta rede, conhecida como anastomose arteriovenosa.

A necessidade de libertar calor pelas extremidades do corpo é também o motivo pelo qual de vez em quando tiramos as mãos e os pés de debaixo dos cobertores durante a noite, porque a temperatura interior está a ficar demasiado alta, normalmente sem nos darmos conta disso.

Um ato que se costuma ter, é tomar um banho quente à noite, para acalmar o corpo antes de irem para a cama. Sentimos que nos ajuda a adormecer mais depressa, e é verdade, mas fá-lo através do efeito oposto que a maior parte das pessoas imaginam.

Não adormecemos mais depressa porque estamos quentes até ao âmago. Em vez disso, a água quente do banho faz com que o sangue aflore a superfície da pele ajudam a dissipar rapidamente o calor interior e a temperatura corporal desce. Consequentemente, adormecemos mais depressa porque o corpo está mais fresco. Os banhos quentes antes de dormir também induzem entre 10 a 15% de mais sono NREM em adultos saudáveis.

 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Nutrientes que melhoram a microbiota_ minerais

 

No seguimento do artigo anterior, iremos indicar e explicar quais os nutrientes mais indicados para a melhoria da nossa microbiota – vamos começar pelos minerais (cálcio, magnésio, potássio, zinco, ferro, selénio).  Transcrição do livro “Não é Loucura, É Ansiedade” da Sophie Seromenho.

 

Minerais

O cálcio é um tranquilizante natural e o magnésio ajuda a aliviar a ansiedade, a tensão, o nervosismo, os espasmos musculares e os tiques.

Quando o cálcio está presente em quantidades insuficientes no teu corpo, podes sentir palpitações cardíacas, insónia, cãibras musculares, nervosismo, dormência, delírios e hiperatividade. Quando não tens níveis de magnésio suficientes, podes sentir-te nervoso e fraco, ter insónias, ficar irritado ou ter o batimento cardíaco acelerado.

Também podem ocorrer espasmos, assim como um desequilíbrio no equilíbrio ácido-alcalino. É importante referir que estes dois minerais não podem ser ingeridos em simultâneo sob pena de não serem devidamente absorvidos.

Uma vez que a melhor maneira de obter vitaminas e minerais é ingerir alimentos ricos nessas substâncias, deves apostar nos que apresentam cálcio em quantidades significativas, como o salmão, sardinhas, amêndoas, espargos, melaço de cana, levedura de cerveja ( a menos que seja propenso a infeções por fermento), laticínios, brócolos, couve/repolho, alfarroba, folhas de dente-de-leão, figos, avelã, kelp, mostarda, aveia, ameixa, sementes de sésamos, nabo e agrião.

 


https://saude.ig.com.br/2019-10-07/veja-quais-sais-minerais-voce-nao-pode-viver-sem-e-onde-obter-cada-um-deles.html

O potássio é fundamental se quiseres ter um sistema nervoso saudável. Este mineral tem propriedades que acalmam o coração e aliviam as dores musculares. Também é essencial para o funcionamento adequado das glândulas suprarrenais, que se encontram bastante ativas durante os ataques de ansiedade e pânico. Os sinais de deficiência de potássio incluem nervosismo, fadiga, flutuações nos batimentos cardíacos, intolerância à glicose, insónia, dificuldade respiratória e náusea. A capacidade de transferir nutrientes através das membranas celulares diminui com a idade, o que pode explicar o porquê dos idosos sofrerem danos circulatórios, letargia e fraqueza devido à insuficiência de potássio. Os melhores alimentos para aumentar a ingestão de potássio são os peixes de todos os tipos, incluindo salmão, as maçãs, os vegetais de folhas verdes, damascos, abacates, bananas, melaço de cana, levedura de cerveja, arroz integral, melão, dulse (um tipo de alga marinha disponível em lojas de alimentos naturais), figos, alho, toranja, feijão, milho, nozes, pêssegos, feijão-frade, sementes de sésamo, soja e seus derivados, tais como nozes de soja, tempeh, «queijo» e «carnes» de soja, agrião e pães e cereais integrais.

É importante manter um equilíbrio adequado de magnésio, cálcio e fósforo (embora seja raro haver deficiência de fósforo). Se um desses minerais estiver presente em quantidades excessivas ou insuficientes, é possível esperar efeitos adversos no teu corpo.

Relativamente ao zinco, este exerce um efeito calmante no sistema nervoso central. Os alimentos mais ricos neste mineral são os espargos, levedura de cerveja, ovos, peixes como o salmão, alho, legumes, amendoim, feijão e ervilhas secas, nozes, sementes de sésamo, de girassol e de abóbora e pães e cereais integrais.

A deficiência de ferro pode aumentar os riscos de pânico. Uma das melhores maneiras de garantir que obténs ferro suficiente é cozinhar com panelas e frigideiras de ferro. Boas fontes alimentícias de ferro incluem carne de bovino, ovos, peixes, vegetais com folhas verdes, beterraba, algas, rins e fígado de bovino, feijão, lentilhas, espinafres e agrião. Muitas pessoas não absorvem corretamente o ferro dos alimentos com alta concentração de vitamina C para aumentar a absorção deste. A combinação de ambos aumenta o seu potencial sinérgico.

Indivíduos com baixos níveis de selénio relatam sentir-se mais ansiosos, deprimidos e cansados. Certifica-te que ingeres bastante peixe, marisco, pães integrais e cereais, cogumelos e castanhas-do-pará.”

 

Continuaremos na próxima newsletter.