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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Alimentos para combater a ansiedade – aveia e pólen

 

"Aveia

Nalguns países era prática corrente colocarem pessoas com problemas relacionados com o sistema nervoso a dormir sobre um colchão de aveia.

Este costume remonta à antiguidade e, embora o nossos antepassados o fizessem de forma empírica, uma vez que não conseguiam explicar o porquê das melhorias verificadas por quem utilizava este método, na atualidade já é possível fundamentar a razão destas melhorias.

https://barbaranutricao.pt/aveia-flocos-farinha-ou-farelo/
https://barbaranutricao.pt/aveia-flocos-farinha-ou-farelo/

A aveia é provavelmente o cereal mais rico em nutrientes, contendo na sua composição vitaminas do complexo B, vitamina E, cálcio, fósforo, magnésio, manganésio, selénio, ferro, potássio, zinco, lecitina, fibra, hidratos de carbono, proteínas, aminoácidos essenciais e ácidos gordos polinsaturados. Destaco ainda da sua composição o avenasterol, uma substância vegetal semelhante ao colesterol que impede a absorção deste, fazendo com que desta forma os seus valores na corrente sanguínea se mantenham equilibrados. Contém ainda avenina, um alcalóide não tóxico que atua positivamente sobre o sistema nervoso.

Considero que a aveia é um alimento fundamental para o equilíbrio do sistema nervoso uma vez que contém os nutrientes fundamentais para o bom funcionamento dos neurónios.

Sendo assim, pode e deve ser utilizada para melhorar a atividade cerebral e em casos de nervosismo, ansiedade, insónia, depressão, esgotamento e burn out.[1]

 

Pólen

 

O pólen das abelhas é reconhecido cientificamente como um dos alimentos mais completos que podemos encontrar na natureza. É um dos suplementos dietéticos mais antigos que se conhecem. Possui praticamente todas as vitaminas, minerais oligoelementos, enzimas, hidratos de carbono, antioxidantes e proteínas que o ser humano necessita.

Devido ao seu grande conteúdo em proteína e vitaminas de complexo B, tem um papel muito importante no tratamento do burn out agindo diretamente sobre o foco do cansaço e melhorando a performance dos neurotransmissores. Desta forma, combate o cansaço, ajuda a recuperar e a melhorar a forma física e mental, a irritabilidade, a depressão e a diminuição das capacidades cognitivas.

O pólen é muito nutritivo e tonificante, exercendo um efeito revigorante e revitalizante sobre todo o organismo, sendo por isso fundamental para quem sofre de cansaço, apatia, esgotamento físico, esgotamento psicológico e melhoria da função sexual. Tem também um efeito muito positivo sobre outras patalogias tais como a anorexia, alergias e acne.

A dose diária recomendada é uma ou duas colheres de sopa por dia (15 a 30g). Deve ser tomado preferencialmente ao pequeno-almoço e pode juntar-se a sumos de fruta, bebidas vegetais ou iogurte.

https://www.mediotejo.net/sardoal-lanches-saudaveis-com-mel-e-polen-no-ca-da-terra/

Existem algumas precauções relativamente à utilização do pólen. As pessoas alérgicas à picada de abelha devem previamente testar se fazem ou não alergia ao pólen de abelha. Para isso, e caso desconheçam se são alérgicos ou não, devem ingerir nas primeiras vezes uma pequena quantidade e verificar se existe algum sintoma anormal que possa ocorrer. Se notar alguma sintomatologia estranha, não deverá utilizar o pólen de abelha.”

 

 

Fonte: Bravo, João; Burn Out; Casa das Letras, setembro 2019 2ªedição, 978-989-780-109



[1] A aveia é muito rica em proteínas, contendo todos os aminoácidos essenciais. Porém estes aminoácidos não se encontram na proporção ótima. A aveia é pobre em lisina e treonina e contém bastante metionina. Por outro lado, inversamente as leguminosas tais como as lentilhas, feijão e grão-de-bico são ricas em lisina e treonina e pobres em tionina. Desta forma, se num prato combinarmos a aveia com estas leguminosas obtemos uma combinação muito poderosa, pois em conjunto formam uma «proteína completa».

terça-feira, 14 de julho de 2020

Pressão do sono e Cafeína

“O seu ritmo circadiano de 24 horas é o primeiro de dois fatores que determina a vigília e o sono. O segundo é a pressão do sono. Neste preciso instante, há um químico que se acumula no cérebro e que se chama adenosina.

Uma das consequências do aumento da adenosina no cérebro é o aumento da vontade de dormir. Através de um inteligente efeito duplo, as concentrações elevadas de adenosina diminuem simultaneamente o «volume» das regiões cerebrais que promovem a vigília e aumentam a atividade das regiões cerebrais que induzem o sono. Como resultado desta pressão química para o sono, quando a concentração de adenosina atinge o seu ponto máximo, segue-se um impulso irresistível para a sonolência. Acontece à maior parte das pessoas depois de entre as 12 a 16 horas acordadas.

No entanto, é possível acalmar artificialmente os sinais de sono enviados pela adenosina ao recorrer a um químico que faz com que se sinta mais alerta e desperto: a cafeína. A cafeína não é um suplemento alimentar. Pelo contrário, é o estimulante psicoativo mais usado (e abusado) em todo o mundo.

         https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-internacional/artigos/em-1995-a-nasa-colocou-aranhas-sob-o-efeito-de-drogas#&gid=1&pid=4

Os níveis de circulação da cafeína atingem o ponto máximo cerca de meia hora depois do consumo oral. A cafeína tem uma meia vida (eficácia) de entre cinco a sete horas. Digamos que bebe uma chávena de café depois de jantar, por volta das sete e meia da tarde. Isto implica que quando for uma e meia da manhã, 50% da cafeína ainda pode estar ativa e em circulação no seu tecido cerebral.


A cafeína – não existe apenas no café, mas também em alguns chás e muitas das bebidas energéticas, chocolate negro e gelados, assim como em comprimidos para a perda de peso e analgésicos – é um dos culpados mais comuns no impedimento das pessoas adormecerem com facilidade e em dormirem profundamente depois; esta ocorrência é tipicamente disfarçada de insónia, que na verdade é uma condição médica.

O «impulso» da cafeína acaba por se desvanecer. Ela é eliminada do seu sistema através de uma enzima presente no fígado que se vai degradando com o tempo. Amplamente baseado em fatores genéticos, algumas pessoas têm uma versão melhor desta enzima (citocromo) que decompõe a cafeína.

O processo de envelhecimento também altera a velocidade de eliminação da cafeína.”

Fonte: Walker, Matthew; Porque dormimos?; Men’s Journal, fevereiro 2019, 978-989-8892-25-6 Pág 37 a 41


Irei engordar, depois de Deixar de Fumar?

O aumento de peso, que muitos fumadores julgam inevitável, hesitando por isso em deixar de fumar, é um argumento simultaneamente verdadeiro e falso.

A.    Verdadeiro: o abandono do tabaco provoca imediatamente, ou quase, em todas as pessoas a transferência de impulso orais para a comida. No caso extremo pode surgir uma situação de fome persistente, com o ex-fumador a procurar acalmar a «falta» e o nervosismo ingerindo grandes quantidades de comida. Dito isto, não é em qualquer pessoa que tal aumento da vontade de comer atinge esse nível; temos de distinguir as situações e considerar dois tipos de pessoas.

 

https://www.desabafosdamula.com/tag/dietas

1)      « Os bons vivants», bons apreciadores dos prazeres da mesa, que em muitos casos já são pessoas fortes e em quem o abandono do cigarro pode agravar a situação.

2)     As pessoas muito nervosas, para quem o fumar é um importante suporte psicológico de fixação. O abandono do tabaco não provoca, forçosamente o aumento do apetite, mas a fragilidade nervosa do sujeito pode ter influência negativa no seu delicado sistema hormonal e o desequilíbrio das funções endócrinas daí resultante poderá originar uma lenta mas insidiosa subida de peso. Essa situação pode ser encontrada nas mulheres, de equilíbrio hormonal mais delicado que os homens (é o caso de pessoas de peso mais instável), que facilmente aumentam dois quilos num único dia sob o influxo de acontecimentos emocionantes. Mas os mecanismos do aumento de peso são muito complexos e subtis. Certas teorias psicológicas atribuem ao nosso revestimento de gorduras uma significação simbólica de defesa e proteção do indivíduo. Como o cigarro desempenha frequentemente o papel de defesa social, poderemos assistir a tais aumentos de peso em consequência do funcionamento de um mecanismo de compensação da falta de tabaco. Pode-se por fim adiantar também uma teoria bioquímica para explicar o processo de aumento de peso: a nicotina teria efeitos favoráveis à secreção de certas hormonas que a destruição do tecido adiposo, como a adrenalina, as hormonas da tiróide, a insulina, etc. A suspensão da impregnação nicotínica dos tecidos provocaria a diminuição da secreção dessas hormonas, que são estimuladas artificialmente pelo tabaco. Por outro lado, devemos considerar também que a nicotina possui efeito anorexígeno, isto é: ilude a fome mediante a estimulação dessas mesmas hormonas, que põem o organismo em estado de tensão e de alerta (estando pouco propício à sensação de fome).




B.     Falso: não são todas as pessoas que engordam. Longe disso: quando uma pessoa deixa de fumar, tem tantas probabilidades de engordar como de ficar com o mesmo peso. A minha resposta a este tipo de perguntas é sempre a mesma: os riscos intrínsecos do tabaco são incomensuravelmente superiores a longo prazo, ao risco de aumentar de peso. Ninguém fica obeso só porque deixa de fumar: os grandes obesos que aumentaram de peso depois de largar o tabaco já antes tinham vindo a seguir uma curva de aumento de peso ao longo dos anos – na maior parte dos casos por negligência. Em geral, são as pessoas que abandonaram o tabaco à custa de um grande esforço de vontade, mas sem a devida preparação e sem adotar uma adequada higiene de vida. Quem aumentar uns quilos durante as primeiras semanas de privação do tabaco terá de encarar esse aumento de peso como um tributo a pagar temporariamente. O que é necessário é conservar-se vigilante e consciente e evitar substituir uma droga (o tabaco) por outra (excesso de comida). De pouco serviria o sacrifício se, depois de afastar um perigo sério, se criasse outro que, embora menos grave, também tem os seus inconvenientes no plano estético e no bem estar pessoal.

 

Conclusão: O êxito é possível graças à prévia decisão de deixar de fumar, a qual deve ser acompanhada de uma reflexão mais ampla acerca da maneira como se vive, conduzindo assim a uma vida mais saudável. É então que a «operação antitabaco» ganha as suas verdadeiras dimensões.

 

Fonte: Roger, Jean Luc; Como Deixar de Fumar; Publicações Dom Quixote, 1984, 71308



terça-feira, 9 de junho de 2020

Alimentos prejudiciais (em caso de ansiedade)-leite

Continuação da mensagem anterior sobre os alimentos prejudiciais para agravar o estado de ansiedade e hoje falamos sobre o leite. Texto mais uma vez retirado do Livro Burn Out de João Bravo.
"O tema do leite tem sido um pouco polémico. Eu acredito que o leite é literalmente um veneno para a nossa saúde e contribui para aumentar o cansaço físico e mental. 

O ser humano é a única espécie que toma leite de outra espécie. 

Somos também a única espécie que continuamos a beber leite após a infância. Não existe mais nenhum animal adulto que beba leite.

Quando recomendo a um paciente que elimine o leite da alimentação, a primeira questão que me colocam é a seguinte: e então como é que vou ingerir cálcio? 

Bom, para responder a esta pergunta vamos pensar no seguinte: a vaca produz cálcio ou o cálcio presente no leite é adquirido pela vaca através de alimentos que ela consome?

 Na realidade, o cálcio presente no leite provém dos alimentos que consome, nomeadamente verduras, ervas e outros vegetais. 


Para além disso, o cálcio presente no leite é de pior qualidade e tem menos biodisponibilidade (a capacidade que o organismo tem de absorver um nutriente) do que o cálcio que podemos encontrar nas hortaliças e verduras. 

Sendo assim são estes os alimentos que devemos privilegiar.

Existe ainda outra questão, gostava que o leitor soubesse que a suplementação com cálcio contribui para diminuir a esperança de vida e conduz a diversas doenças. 

Quem consume cálcio regularmente tem a probabilidade de viver menos do que uma pessoa que não toma suplementos de cálcio.

Isto deve-se ao facto de nada garantir que esse cálcio se fixe no osso e o mais provável é fixar-se nas artérias coronárias ou na artéria aorta, o que vai interferir com o funcionamento do coração e consequentemente originar cansaço de esgotamento. 

Muitas operações são realizadas para resolver problemas com a calcificação de válvulas cardíacas e isto deve-se à ingestão de suplemento de cálcio. 

Outro dos problemas relacionados prende-se com com um mau funcionamento dos rins. 

O cálcio em excesso complica o funcionamento do rim. Se o cálcio não for tomado juntamente com vitamina D3 e magnésio, a sua fixação nos ossos pode não se verificar e causar muitos problemas à sua saúde.

Outro grande problema do leite é uma proteína que se chama caseína. Segundo estudos publicados recentemente, o soro do leite de vaca de leite pode causar intoxicação e neurointoxicação por ação desta proteína. 

A Caseína do leite de vaca não é igual à caseína do leite materno e devido às reações do nosso sistema imunitário, que repelem substâncias estranhas ou antinaturais, pode causar cancro e doenças auto imunes. 

Algumas pessoas com doenças graves relacionadas com o sistema nervoso, tais como o autismo e síndrome de Asperger, sãos sensíveis à caseína. 

Desta forma é possível comprovar que a caseína contida no leite de vaca pode interagir com o sistema nervoso central. Os sintomas mais comuns são irritabilidade, perda de sono, tontura prolongada e cansaço.

Pense no seguinte e tire as suas próprias conclusões:

Porque é que os países que mais leite consomem
são os que apresentam maiores taxas de osteoporose?

Com todos estes processos são eliminados quase todos os nutrientes, com exceção das proteínas, sobretudo a caseína e um açúcar - a lactose.

A lactose, para ser digerida  (no jejuno, a parte mais longa do intestino delgado), necessita de enzima lactase. A partir dos quatro anos de idade, a nossa produção de lactase começa a diminuir. 

Aos cinquenta anos, a lactase já não existe no nosso organismo, o que origina a fermentação de toda a lactose. 

Ao chegar ao intestino, a lactose transforma-se em dióxido de carbono, absorve água e o ser humano desenvolve imensas patologias desde físicas a psíquicas.


Fonte: Bravo, João; Burn Out; Casa das Letras, setembro 2019 2ªedição, 978-989-780-109-9

www.terlaser.com

Sempre se fumou

"Sempre se fumou, quaisquer que fossem as civilizações, os tempos ou os costumes; e, muito provavelmente, continuar-se-á a fumar ainda durante muito tempo.
Embora o tabaco tenha sido importado para a Europa pelos companheiros Cristovão Colombo - numa época, portanto, relativamente recente -, já foram encontrados cachimbos antigos em todos os países europeus.
As Vestais de Roma
Reprodução de uma tela de Jean Raoux, 1727 - *"
Os Gregos e os Romanos fumavam o orégão, a tussilagem ou mesmo a leituga (alface brava) como narcóticos. Heródoto, o grande viajante, indicou que os habitantes de certa ilha se reuniam em redor de uma fogueira para se embriagar com o fumo de certos frutos que nela queimavam. Fosse nos altares onde os vestais de Roma não podiam deixar que o fogo se extinguisse, fosse nos insensórios dos antigos templos píticos, fosse nas fumigações de cânhamo realizadas pelos druidas antes dos sacrifícios, o fumo estava sempre presente e, as mais das vezes era sagrado. e também assumiu rapidamente funções terapêuticas.
Mas, a pretexto de supostas virtudes afrodisíacas atribuidas a plantas como a dormideira, a mandrágora ou a papoila vulgar, a fumigação deslizou do domínio terapêutico para o domínio do prazer. Também os instrumentos se modificaram em correspondência com a necessidade de fumar.
As escavações de Herculano trouxeram à luz do dia pequenas peças de osso pintado onde vemos mulheres a fumar cachimbo; e um baixo-relevo mexicano do século VI representa um sacerdote maia a fazer o mesmo. Então, se o hábito de fumar já vem de tempos antigos, que motivos há para que não se continue a fazê-lo? Porque é que os nossos contemporâneos, gente de progresso e de bem-estar civilizado, não poderão também fumar?
Basta alguns números para dar resposta a isso: em 1888, o consumo anual do tabaco era já de 810g per capita, quando em 1789 era ainda apenas de 228g. Mas em 1978, perto de um século depois, os Estados Unidos vinham à frente do consumo mundial de tabaco per capita com perto de 28,16 kg por habitante.
Tinha-se, portanto, dado um grande passo: de um consumo incipiente e hedonista, reservado a uma minoria, a uma dramática servidão que subjuga a maioria das pessoas."

Fonte: Roger, Jean Luc; Como Deixar de Fumar; Publicações Dom Quixote, 1984, 71308
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*1 http://blogln.ning.com/profiles/blogs/as-virgens-vestais
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sábado, 9 de maio de 2020

O meu ritmo de sono não é igual ao seu

“Embora todos os seres humanos exibam um padrão inflexível de 24 horas, os respetivos pontos máximos e mínimos são espantosamente diferentes de um indivíduo para outro. Para algumas pessoas, a altura em que se sentem mais despertas acontece logo de manhã e a sensação de sonolência ocorre ao início da noite. É o que chamamos de «tipo matutino» e engloba cerca de 40% da população. São pessoas que preferem acordar assim que o dia nasce, que ficam felizes com isto, e que funcionam no seu ponto ótimo nesta altura do dia. Outros pertencem ao «tipo vespertino», onde se encontram cerca de 30% da população. Preferem ir naturalmente para a cama tarde. Os restantes 30% das pessoas situam-se algures entre ambos os tipos, com uma ligeira inclinação para a vivência noturna.
Gráfico mostra a melatonina libertada no nosso corpo em função da hora do dia e como isso determina os diferentes cronotipos
Talvez conheça coloquialmente estes dois tipos como «madrugador» e «notívago», respetivamente. Ao contrário dos madrugadores, os notívagos são frequentemente incapazes de adormecer cedo, por muito que se esforcem. Por isso, são apenas capazes de dormir quando a madrugada já vai avançada. Como é evidente, uma vez que adormeceram tarde, os notívagos não gostam de acordar cedo. Não são capazes de funcionar corretamente nesta altura do dia, e uma das causas, para esta incapacidade é, que não obstante estarem «acordados», o cérebro continua toda a manhã num estado semelhante ao do sono. Isto é especialmente verdade numa região cerebral chamada córtex pré-frontal, que se localiza mesmo por cima dos olhos e que pode ser considerado como o escritório central do cérebro. O córtex pré-frontal controla o pensamento superior e o raciocínio lógico, assim como também ajuda a manter as emoções controladas. Quando um notívago é forçado acordar demasiado cedo, o seu córtex pré-frontal continua num estado de dormência, como se estivesse. À semelhança de um motor que está demasiado frio, demora bastante tempo a aquecer até à temperatura ideal e antes disso não vai conseguir funcionar eficientemente.



https://bigsta.net/media/2296781876395160623/
A tendência notívaga ou madrugadora de um adulto, também conhecida como cronotipo, é fortemente denominada pela genética. Se é um notívago, é provável que um ou ambos os seus progenitores também sejam. Infelizmente, a sociedade trata os notívagos de forma bastante injusta, que se se manifesta em dois aspetos distintos. O primeiro na categorização de preguiça que atribui às pessoas, com base num notívago acordar mais tarde como consequência do facto de ter adormecido também mais tarde, muitas vezes já dentro da madrugada. As outras pessoas (normalmente as madrugadoras) criticam as notívagas com a falsa presunção de que estas preferências são uma escolha e que, se não fossem tão preguiçosas, poderiam acordar facilmente mais cedo. Não obstante, os notívagos não escolhem ser assim. Estão destinados a ser assim. Estão destinados a um horário diferente e inevitável devido à construção do seu ADN. Não se trata de uma falha consciente, mas sim de uma determinação genética.”


Fonte: Walker, Matthew; Porque dormimos?; Men’s Journal, fevereiro 2019, 978-989-8892-25-6
www.terlaser.com

O Tabaco e os Medicamentos


“O tabaco pode talvez perturbar a assimilação dos medicamentos por provocar modificações na sua absorção, distribuição, assimilação e excreção. Por exemplo: é certo que o tabaco contribui para o deficiente equilíbrio de certos diabéticos insulino-dependentes; e os diabéticos que fumam tem necessidade de doses de insulina 15 a 30 vezes superiores às que são necessárias aos diabéticos que não fumam. Estes dados são bem conhecidos no que respeita à pílula contracetiva feminina: a associação pílula-tabaco provoca acidentes trombo-embólicos com uma frequência 23 vezes superior nas mulheres que fumam em relação às mulheres que não fumam nem recorrem à pílula. A maior parte dos médicos considera que o uso da pílula está contra-indicado nas mulheres que fumam e que essa contra-indicação é absolutamente formal nas grandes fumadoras (20 cigarros por dia).
Este risco está longe de ser teórico. Na prática, se a leitora fuma e toma a pílula e tem de submeter-se a uma intervenção cirúrgica, o risco de morrer por embolia pulmonar ou cerebral e 23 vezes maior que no caso contrário..um risco enorme se pensarmos que nenhuma intervenção cirúrgica é insignificante e tem os seus próprios riscos de morte.

Em conclusão: a patologia do tabaco incide em muitas localizações e atua quer diretamente quer agravando outros fatores de morbilidade. De alto a baixo, pode-se resumir isto do seguinte modo:
Crânio: perturbações nervosas ou sensoriais (audição, visão, olfato, memória,...).
Rosto: modificações cutâneas, rugas, eritema facial.
Boca: cancro dos lábios ou da língua, deterioração dentária, hálito fétido, perda do gosto.

Sistema respiratório: laringite, traqueíte, bronquite, cancro das vias respiratórias superiores, dos brônquios ou do pulmão.
Sistema cardiovascular: enfarte do miocárdio, arterite dos membros inferiores.
Aparelho digestivo: cancro da faringe ou do esófago, esofagite, úlcera duodenal.
Aparelho urinário: cancro do rim ou da bexiga.
Qualquer que seja a sua localização, esta patologia é suficientemente pesada para que o vício do fumo se tenha transformado numa das principais preocupações dos interrogatórios clínicos. Já foi possível calcular, que em França, o tabaco abrevia a vida, e é portante responsável pela morte de 70 000 pessoas por ano (das quais um pouco menos de um terço devido ao cancro do pulmão). Para fixar bem as ideias...
Compreende-se, portanto, por que motivo os oncologistas de todo o mundo dizem em coro: «O único cigarro inofensivo é aquele que não se fuma.»
Sabe-se bem que o medo é um princípio de sageza. Mas há um longo caminho entre a consciência dos perigos implícitos no hábito de fumar e a decisão final de acabar com ele“

Fonte: Roger, Jean Luc; Como Deixar de Fumar; Publicações Dom Quixote, 1984, 71308
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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Alimentos prejudiciais (em caso de ansiedade)

CAFÉ
Se tomar um café por dia, pela manhã até lhe pode aumentar os níveis de energia e fazê-lo sentir mais alerta. Contudo, grandes quantidades têm o efeito contrário. O grande pico de energia e excitabilidade que sente após tomar duas ou mais chávenas de café é precedido por um pico de fadiga. A médio prazo, tende a tornar-se um ciclo vicioso e vai necessitar de maiores quantidades de cafeína para sentir esse efeito.
HIDRATOS DE CARBONO SIMPLES
Açúcar, chocolate, bolos, rebuçados, refrigerantes, cereais empacotados, bolachas, entre outros contêm enormes quantidades de açúcar e o processo é muito semelhante ao café. ...o consumo do açúcar vai desequilibrar os níveis de serotonina, um neurotransmissor relacionado com o relaxamento. O açúcar cria picos de serotonina, o que nos dá uma certa sensação de satisfação e bem estar de curta duração, seguida de uma quebra de energia.
Num estudo com crianças hiperativas, concluiu-se que eliminando ou reduzindo a quantidade de hidratos de carbono simples, as crianças tornam-se mais calmas e com menos excitabilidade. 
ÁLCOOL
O álcool é depressivo do sistema nervoso e interfere com o equilíbrio de várias células cerebrais, descontrolando os normais ciclos do sono. Após passar o primeiro sintoma de intoxicação, que é a euforia e aquela disposição caraterística de quem bebeu demasiado, segue-se um período de profunda depressão, uma vez que as células cerebrais que consumiram o álcool ficaram esgotadas e comprometidas. É este processo que muitas vezes conduz ao alcoolismo e que muitas pessoas não conseguem entender. A par do tabaco, é uma das drogas que cria maior viciação.


GLUTÉN
Na minha opinião, fundamentada na minha prática clínica e nos milhares de artigos científicos publicados ...,posso afirmar que o glúten é um dos venenos mais nefastos dos tempos modernos. Citando o Dr. David Perlmutter, autor do livro Cérebro de Farinha, «O glúten – que em latim quer dizer “cola” – é um composto de proteínas que atuam como um agente adesivo que liga a mistura da farinha para fazer massa de pão, bolachas, bolos, pizas e outros alimentos. Quando dá uma dentada num queque fofinho ou estica a massa de uma piza antes de a pôr no forno, tem de agradecer ao glúten»
Os componentes do glúten, quando entram em contacto com o nossos organismo, desenvolvem uma série de reações químicas que, além de agredirem o intestino, agridem o cérebro e todo o sistema nervoso. Quando falamos de intolerância ao glúten, muita gente pensa na doença celíaca (manifestação levada ao extremo da intolerância ao  glúten)...mas uma pessoa pessoa pode ser intolerante ao glúten e não sofrer de doença celíaca. Essa mesma intolerância, que é comum a quase todas as pessoas, origina complicações no sistema nervoso que se podem traduzir em ansiedade, insónia, irritabilidade, depressão e mesmo burn out.

Fonte: Bravo, João; Burn Out; Casa das Letras, setembro 2019 2ªedição, 978-989-780-109-9
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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Deixar de Fumar – Causas contextuais



“Em 1981, um cientista chamado Bruce Alexander iniciou uma experiência extraordinária para testar as causas da adição na sociedade. Embora a maior parte dos cientistas pensasse que a adição era sobretudo um acontecimento bioquímico, Alexander estava intrigado pela possibilidade de causas contextuais para a adição, baseando-se no facto de milhares de soldados, que usavam regularmente heroína durante a Guerra do Vietname, terem desistido incrivelmente em 90% dos casos depois de voltarem para casa, com sintomas de ressacas mínimos.
Alexander pegou então em ratos de laboratório e provocou-lhes uma adição à morfina durante meses, misturando a droga com açúcar e colocando-a na água de beber. Depois dividiu os ratos em dois grupos. O primeiro ficou nas gaiolas; os outros foram para uma espécie de Jardin do Éden para ratos de laboratório, que o cientista e os colegas apelidaram de “Parque dos Ratos”.
O “Parque dos Ratos” tinha grandes espaços abertos, comida e bebidas disponíveis, e alojamento confortável e quente. Estava cheio de relva, árvores, e mesmo brinquedos para os ratos.

Depois de dividir os ratos entre gaiolas e o “Parque dos Ratos”, deu
a cada grupo de ratos “viciados” a escolha de água fresca sem açúcar,
ou mesmo morfina. E foi aí que aconteceu algo de verdadeiramente
surpreendente - sem excepção, os ratos das gaiolas escolheram ficar
viciados, enquanto os do Parque passaram imediatamente para a água, apesar de passarem por sintomas de ressaca da morfina durante vários dias.”
Com este estudo podemos perceber que o sucesso para Deixar de Fumar passa por ter um ambiente favorável à calma e predisposição natural para adotar novos hábitos que serão sempre necessários nesta nova fase da vida. Por exemplo: se está a passar por um processo de divórcio, perdeu alguém querido, o sucesso da Terapia para Deixar de Fumar irá estar condicionado. A decisão para Deixar de Fumar deve ser sempre feita com a consciência de quem manda é você e não o tabaco. Certo?
Fonte: McKenna, Paul; Deixe de Fumar Hoje sem ganhar peso, Lua de Papel 1ª edição Janeiro de 2011; ISBN: 978-989-23-1275-0
Obrigado Parceiros, Bom Ano

domingo, 15 de dezembro de 2019

Cinesioterapia

Este mês falamos da prática  da Cinesioterapia, que quer dizer literalmente, terapia do movimento (do grego kinesis, movimento e therapeia, terapia. De origem oriental, atualmente é a terapia mais utilizada, sendo importante por estar ligada a todas às outras formas de terapias físicas, como a Hidroterapia. É a designação dos processos terapêuticos que visam a reabilitação funcional através da realização de movimentos ativos e passivos. Tem como objetivo prevenir, eliminar ou diminuir os distúrbios do movimento e função.(wikipédia)
Esta prática vem salientar a importância da prática de hábitos saudáveis para evitar problemas futuros na sua saúde, claro está que o facto de ter (ou pretender) conseguido Deixar de Fumar a prática (por exemplo) das caminhadas vai ajudar a recuperar saúde e aumentar a auto-estima.
A falta de exercício físico tornou-se hoje em dia num problema médico de 1ª ordem. O nº de indivíduos que, devido ao seu modo de vida sedentário, sofrem de graves perturbações da saúde é cada vez maior nas civilizações industriais. Nunca tivemos tanta liberdade e tantas possibilidades de fazer exercício como hoje. Mas apesar disso, levamos uma vida sedentária e, quando nos deslocamos, é sobre quatro rodas, em ruas poluídas pelos gases de escape dos veículos automóveis. Quem fizer todos os dias, seja qual for o tempo, 1 hora de exercício ao ar livre ou outro desporto, evitará certamente muitas doenças da civilização. Se bem, que a constituição física do homem não seja a de um «animal de corrida», como o cão ou a gazela, um mínimo de exercício é indispensável para a manutenção da saúde. Uma atividade desportiva racional, adaptada à constituição, à idade e à capacidade individual, contribui para a manutenção da saúde física e psiquica. Recomenda-se sem reservas exercícios como a marcha a pé, a natação, a ginástica e os exercicíos de atletismo ligeiro. O exercício físico aliado ao da experiência comunitária tem um efeito muito positivo para o praticante. 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:LEIBOLD,Gerhard - O livro da medicina natural: Editorial Presença , 1982. ISBN 9789722315555
Uma boa oferta para quem quer Deixar de Fumar.

sábado, 9 de abril de 2016

TABACO E MATERNIDADE

   Continuando a fumar, as futuras mães atentam gravemente contra a saúde dos seus futuros filhos, pois reduzem com isso a quantidade de sangue e oxigénio que lhes fornecem.
Fumar na gravidez prejudica o seu feto.
Com efeito, o tabaco tem efeitos vasoconstritores, isto é, faz diminuir o calibre das artérias, especialmente o das que irrigam a placenta. Há nesse facto um grave risco de poluição fetal. Um único cigarro faz com que o coração do feto bata com 10 a 20 pulsações a mais por minuto. Já está verificado que um filho de fumadora apresenta atrasos psicomotores em relação aos filhos das mulheres que não fumam. O tabaco é responsável por 20% dos abortos espontâneos. A placenta não filtra a nicotina nem os demais tóxicos, de modo que uma mulher grávida que fume comunica à criança que traz em gestação a totalidade dos tóxicos que absorve. A percentagem média de óxido de carbono no sangue é particularmente eloquente: 1,2% na mulher que não fuma e 0,7% no respectivo feto - em comparação com 8,3% na mulher que fuma e 7,3% no feto. O resultado são abortos espontâneos ou nascimentos prematuros (que podem prejudicar o desenvolvimento psicomotor da criança). Se a gravidez continuar até ao seu termo normal, a criança nascerá com peso inferior ao normal e terá maior risco de morte peri-natal: por exemplo, 4500 mortes nos Estados Unidos e 1500 em Inglaterra são imputáveis todos os anos ao uso do tabaco pelas mães. As estatísticas francesas apresentam 28% nado-mortos quando as mães continuam a fumar e 8% no caso contrário.
   O risco de parto hemorrágico é também maior. E, o que é mais grave, sabe-se de fonte segura que são mais frequentes os casos de lábio leporino e de fendas palatais nas crianças nascidas de mães fumadoras.
   Em certos países, como por exemplo, no Japão, a simples presença de uma mulher grávida num local público equivale a uma proibição geral de fumar.
   Se a leitora está a amamentar, tome cuidado. A nicotina também passa para o leite. Há que evitar fumar para poupar a criança. A atmosfera carregada de fumo é um verdadeiro veneno também para as mucosas em formação das crianças. Quando elas respiram o fumo, ficam mais expostas a contrair afecções respiratórias e bronquites crónicas: rinofaringites, sinusites, bronquites recidivantes e de efeitos esgotantes, quer para as pequenas vítimas quer para os seus pais.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A escravidão do fumador

Muitas pessoas sentem que o tabaco é uma sujeição. Ao fim de bastante tempo, pode ser frustrante o facto de uma pessoa não ser capaz de pôr de parte um hábito, uma necessidade, um impulso iniludível. Pode até ser humilhante andar por essas ruas fora, num domingo à noite, à procura de uma estação de serviço para comprar um maço de tabaco, ou então ter de se levantar da mesa do jantar para ir lá fora fumar, ou ir para a chuva ou frio porque tem de fumar.
Depois tem ainda de lidar com o incómodo de imaginar o nosso próprio cheiro perante os outros e com a nossa auto-estima desalentada por várias tentativas falhadas ao longo de anos em que até queremos mas não conseguimos.
Por todos estes motivos muitos fumadores se sentem presos e por vezes impotentes pelo facto de fumarem e muitos resignam-se à ideia que "nunca vou conseguir deixar de fumar".
No entanto tal não é verdade, deixar de fumar é perfeitamente possível para qualquer pessoa de qualquer idade, seja qual for a vida que tem.
As vantagens de deixar são tantas que qualquer tentativa (mesmo frustrada) vale a pena.
Por isso se é fumador e está a tentar deixar de fumar, não desista porque não há valor maior que o da sua liberdade.