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terça-feira, 14 de julho de 2020

Irei engordar, depois de Deixar de Fumar?

O aumento de peso, que muitos fumadores julgam inevitável, hesitando por isso em deixar de fumar, é um argumento simultaneamente verdadeiro e falso.

A.    Verdadeiro: o abandono do tabaco provoca imediatamente, ou quase, em todas as pessoas a transferência de impulso orais para a comida. No caso extremo pode surgir uma situação de fome persistente, com o ex-fumador a procurar acalmar a «falta» e o nervosismo ingerindo grandes quantidades de comida. Dito isto, não é em qualquer pessoa que tal aumento da vontade de comer atinge esse nível; temos de distinguir as situações e considerar dois tipos de pessoas.

 

https://www.desabafosdamula.com/tag/dietas

1)      « Os bons vivants», bons apreciadores dos prazeres da mesa, que em muitos casos já são pessoas fortes e em quem o abandono do cigarro pode agravar a situação.

2)     As pessoas muito nervosas, para quem o fumar é um importante suporte psicológico de fixação. O abandono do tabaco não provoca, forçosamente o aumento do apetite, mas a fragilidade nervosa do sujeito pode ter influência negativa no seu delicado sistema hormonal e o desequilíbrio das funções endócrinas daí resultante poderá originar uma lenta mas insidiosa subida de peso. Essa situação pode ser encontrada nas mulheres, de equilíbrio hormonal mais delicado que os homens (é o caso de pessoas de peso mais instável), que facilmente aumentam dois quilos num único dia sob o influxo de acontecimentos emocionantes. Mas os mecanismos do aumento de peso são muito complexos e subtis. Certas teorias psicológicas atribuem ao nosso revestimento de gorduras uma significação simbólica de defesa e proteção do indivíduo. Como o cigarro desempenha frequentemente o papel de defesa social, poderemos assistir a tais aumentos de peso em consequência do funcionamento de um mecanismo de compensação da falta de tabaco. Pode-se por fim adiantar também uma teoria bioquímica para explicar o processo de aumento de peso: a nicotina teria efeitos favoráveis à secreção de certas hormonas que a destruição do tecido adiposo, como a adrenalina, as hormonas da tiróide, a insulina, etc. A suspensão da impregnação nicotínica dos tecidos provocaria a diminuição da secreção dessas hormonas, que são estimuladas artificialmente pelo tabaco. Por outro lado, devemos considerar também que a nicotina possui efeito anorexígeno, isto é: ilude a fome mediante a estimulação dessas mesmas hormonas, que põem o organismo em estado de tensão e de alerta (estando pouco propício à sensação de fome).




B.     Falso: não são todas as pessoas que engordam. Longe disso: quando uma pessoa deixa de fumar, tem tantas probabilidades de engordar como de ficar com o mesmo peso. A minha resposta a este tipo de perguntas é sempre a mesma: os riscos intrínsecos do tabaco são incomensuravelmente superiores a longo prazo, ao risco de aumentar de peso. Ninguém fica obeso só porque deixa de fumar: os grandes obesos que aumentaram de peso depois de largar o tabaco já antes tinham vindo a seguir uma curva de aumento de peso ao longo dos anos – na maior parte dos casos por negligência. Em geral, são as pessoas que abandonaram o tabaco à custa de um grande esforço de vontade, mas sem a devida preparação e sem adotar uma adequada higiene de vida. Quem aumentar uns quilos durante as primeiras semanas de privação do tabaco terá de encarar esse aumento de peso como um tributo a pagar temporariamente. O que é necessário é conservar-se vigilante e consciente e evitar substituir uma droga (o tabaco) por outra (excesso de comida). De pouco serviria o sacrifício se, depois de afastar um perigo sério, se criasse outro que, embora menos grave, também tem os seus inconvenientes no plano estético e no bem estar pessoal.

 

Conclusão: O êxito é possível graças à prévia decisão de deixar de fumar, a qual deve ser acompanhada de uma reflexão mais ampla acerca da maneira como se vive, conduzindo assim a uma vida mais saudável. É então que a «operação antitabaco» ganha as suas verdadeiras dimensões.

 

Fonte: Roger, Jean Luc; Como Deixar de Fumar; Publicações Dom Quixote, 1984, 71308



sábado, 9 de maio de 2020

O Tabaco e os Medicamentos


“O tabaco pode talvez perturbar a assimilação dos medicamentos por provocar modificações na sua absorção, distribuição, assimilação e excreção. Por exemplo: é certo que o tabaco contribui para o deficiente equilíbrio de certos diabéticos insulino-dependentes; e os diabéticos que fumam tem necessidade de doses de insulina 15 a 30 vezes superiores às que são necessárias aos diabéticos que não fumam. Estes dados são bem conhecidos no que respeita à pílula contracetiva feminina: a associação pílula-tabaco provoca acidentes trombo-embólicos com uma frequência 23 vezes superior nas mulheres que fumam em relação às mulheres que não fumam nem recorrem à pílula. A maior parte dos médicos considera que o uso da pílula está contra-indicado nas mulheres que fumam e que essa contra-indicação é absolutamente formal nas grandes fumadoras (20 cigarros por dia).
Este risco está longe de ser teórico. Na prática, se a leitora fuma e toma a pílula e tem de submeter-se a uma intervenção cirúrgica, o risco de morrer por embolia pulmonar ou cerebral e 23 vezes maior que no caso contrário..um risco enorme se pensarmos que nenhuma intervenção cirúrgica é insignificante e tem os seus próprios riscos de morte.

Em conclusão: a patologia do tabaco incide em muitas localizações e atua quer diretamente quer agravando outros fatores de morbilidade. De alto a baixo, pode-se resumir isto do seguinte modo:
Crânio: perturbações nervosas ou sensoriais (audição, visão, olfato, memória,...).
Rosto: modificações cutâneas, rugas, eritema facial.
Boca: cancro dos lábios ou da língua, deterioração dentária, hálito fétido, perda do gosto.

Sistema respiratório: laringite, traqueíte, bronquite, cancro das vias respiratórias superiores, dos brônquios ou do pulmão.
Sistema cardiovascular: enfarte do miocárdio, arterite dos membros inferiores.
Aparelho digestivo: cancro da faringe ou do esófago, esofagite, úlcera duodenal.
Aparelho urinário: cancro do rim ou da bexiga.
Qualquer que seja a sua localização, esta patologia é suficientemente pesada para que o vício do fumo se tenha transformado numa das principais preocupações dos interrogatórios clínicos. Já foi possível calcular, que em França, o tabaco abrevia a vida, e é portante responsável pela morte de 70 000 pessoas por ano (das quais um pouco menos de um terço devido ao cancro do pulmão). Para fixar bem as ideias...
Compreende-se, portanto, por que motivo os oncologistas de todo o mundo dizem em coro: «O único cigarro inofensivo é aquele que não se fuma.»
Sabe-se bem que o medo é um princípio de sageza. Mas há um longo caminho entre a consciência dos perigos implícitos no hábito de fumar e a decisão final de acabar com ele“

Fonte: Roger, Jean Luc; Como Deixar de Fumar; Publicações Dom Quixote, 1984, 71308
www.terlaser.com

terça-feira, 7 de maio de 2019

As Doenças dos Pulmões

Causas broncopulmonares: O pulmão pode estar submetido a dupla agressão, agressão externa (aérea) e agressão interna (sanguínea). Quando respiramos, fazemos penetrar nos nossos pulmões o ar do local onde nos encontramos. Se este ar contém impurezas, estas também tomarão as vias dos brônquios e poderão alojar-se nos alvéolos. Estas impurezas são de todas as espécies: poeiras minerais ou vegetais, germes ou vírus, esporos de fungos, pólenes, gases, etc. Concebese depois, a infinidade de perturbações que estes elementos de origens tão diversas poderão desencadear nos pulmões. A sua agressão externa junta-se a agressão interna: os elementos responsáveis pelas doenças trazidos ao pulmão para ir buscar o seu oxigénio e se desembaraçar do anidrido carbónico. Orgão com grande poder de defesa – epuração pulmonar. É um belo exemplo de equilíbrio entre o organismo vivo e o seu meio ambiente. São estes processos biológicos que asseguram a existência do indivíduo, e portanto da vida.
Quais são os elementos desta agressão? Os micróbios e os vírus são responsáveis pelas doenças infecciosas: pneumonia, broncopneumonia, tuberculose. Cada agente infeccioso é capaz desencadear uma doença que terá as suas próprias características. Os esporos de fungos podem ser a causa de toda uma série de doenças chamadas micoses, umas frequentes, outras raras, e que podem ter uma distribuição geográfica particular. As poeiras vegetais desempenham um papel importante na origem das doenças alérgicas, febre dos fenos, asma. As poeiras minerais estão na base das doenças chamadas pneumoconioses, que resultam da retenção no tecido pulmonar das partículas inaladas. Algumas são benignas, outras podem ser graves como a silicose. Certos gases são tóxicos. Vários estão presentes na chamada poluição atmosférica. É o caso de gases que contém enxofre, azoto, cloro. Sabemos que o fumo do tabaco é particularmente perigoso, tanto pelos gases como pelas partículas em suspensão nestes gases. É em grande parte responsável pela bronquite crónica e pela forma mais frequente do cancro do pulmão. Existem, enfim, substâncias tóxicas, sobretudo de utilização industrial, até mesmo medicamentos que, sendo digeridos pelo tubo digestivo, são capazes de criar uma doença ao nível do pulmão. Encontram-se nesta categoria tanto gases como herbicidas, medicamentos anticancerígenos, desifectantes,. Esta lista poderia alongar-se. Só é evocada para mostrar a diversidade das causas de doenças pulmonares, e portanto também a diversidade de aspectos que estas doenças podem tomar.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:ARNOULD, Edouard – As doenças dos pulmões; Publicações Europa América, Coleção Saúde, Edição nº 41 207/3307*79584*

Neste último mês passamos a contar com a colaboração de novos terapeutas em zonas/distritos do país onde ainda não estavamos presentes. Agora também já nos pode encontrar em: Estarreja; Rio Maior; Cascais/Estoril; Laranjeiro; Moradas completas no nosso blog e brevemente no nosso site. 10 Distritos – 12 Terapeutas – mais junto de si, obrigado por confiar em nós.
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