quarta-feira, 6 de maio de 2026

Facilite o sono deles

 

À medida que crescem, pode ajudá-los a adormecerem e a passarem noites mais tranquilas, muito importantes para recuperarem do cansaço físico e psicológico…

Dos zero aos três anos

* Durante os primeiros meses, acordam frequentemente, porque têm o sono leve e os seus ciclos de sono duram cercam de 50 minutos. De dia, voltam a adormecer facilmente, porque há luz, movimento em casa e sons tranquilizantes. À noite, ficam inquietos com a escuridão e o silêncio, por isso, podem chorar, reclamando a presença da mãe;

 

* É muito importante para a autonomia da criança, aprender a adormecer sozinha, pelo que o comportamento dos adultos é determinante – não devem adormece-la ao colo;

 

*  Aconselha-se que deite o bebé acordado, conversando suavemente com ele e explicando que está na hora de ir dormir. Este ritual vai acalmá-lo e levá-lo a adormecer confiante. Se o ouvir a mexer-se ou emitir sons, não se levante precipitadamente, sobretudo se ele está com a fralda mudada e bem quentinho. Caso contrário, depressa aprenderá a “chamar” mãe;

 

* Se observa dificuldades, experimente deixar as portas dos quartos abertas e colocar um projetor musical no quarto do bebé, para que ele sinta mais movimento.



Como acabar com os TERRORES NOTURNOS. (2003). CRESCER, 32.

https://www.terlaser.com/terinsonia/


“Formas de Diagnóstico do Cancro do Pulmão”

 

A newsletter deste mês da TerLaser pretende enunciar as causas de várias doenças bronco pulmonares. Este texto é adaptado ao livro “As doenças dos pulmões” escrito pelo Dr. Edouard Arnold.

O primeiro objetivo da Medicina, é evidentemente, saber de que doença sofre o paciente. Formular um diagnóstico, pois é deste diagnóstico que decorrerá o tratamento. Assim, a Medicina acumulou ao longo do tempo uma quantidade de meios, capazes de informar o clínico.

Em Pneumologia como noutros sectores, os elementos de base serão fornecidos pelo exame do doente. Este realiza-se pelo encontro cara a cara do doente com o seu médico, «o diálogo singular». O doente deverá contar ao seu médico a história do mal que padece. É aquilo a que se chama fazer a anamnese. Com efeito, os sintomas iniciais da doença, a sua evolução, o seu caráter, manifestações diversas que muitas vezes -segundo a expressão do paciente – não têm relação com a doença, em resumo, toda uma espécie de elementos, permitirão ao médico saber em que grupo de doenças pulmonares deverá prosseguir as suas investigações. O doente admira-se, irrita-se por vezes com este questionário, mas deve convencer-se de que ele é indispensável para encurtar o caminho e chegar à meta.

https://www.lusiadas.pt/blog/doencas/cancro/cancro-pulmao-diferentes-tipos

 

Para o exame do doente, distinguimos dois elementos:

Os sintomas, que são as manifestações que o doente sente e que pode descrever. É o caso da tosse, da dor, da dificuldade de respirar;

Os sinais, que são manifestações não sentidas, mas que o médico deve procurar. São as informações fornecidas pela palpação do tórax, a auscultação por meio de estetoscópio, etc.

A este respeito, a posição do pulmão é muito especial. De modo geral, há dois fenómenos, dois sintomas que atraem sobretudo a atenção do doente. É a dor (pontada lateral, cãibra, picada, etc.) o mal-estar funcional (dificuldade de respirar, sensação de sufocação, etc.). ora, o que constatamos ao nível do pulmão? A anatomia do pulmão ensina-nos que este órgão não há nervos sensitivos. Por outras palavras, uma lesão situada no pulmão não dói, não é sentida pelo paciente. Assim um doente com tuberculose, um cancro, não irá consultar o médico por ter dores.

Desta forma, o médico efetua, terá de avançar para pedir uma radiografia (raio-X) torácica, entre outros exames. Se há suspeita de cancro do pulmão, pode ser útil fazer uma citologia da expetoração (exame microscópico das células obtidas de uma amostra de muco dos pulmões, obtido através da tosse); é um teste simples. Para confirmar a presença de cancro do pulmão, o médico tem de examinar tecido do pulmão. Através de uma biópsia, ou seja, removendo uma pequena amostra de tecido, para exame ao microscópio por um patologista, pode ser confirmado um cancro do pulmão. Para obtenção deste tecido, podem ser seguidos vários procedimentos:

·         Broncoscopia: o médico insere um broncoscópio (um tubo fino e iluminado), dentro da boca ou nariz e "empurra-o" através da traqueia, para ver as passagens de ar. Através deste tubo, o médico pode recolher células ou pequenas amostras de tecido.

·         Aspiração por agulha: é inserida uma agulha no tumor, através do peito, para remoção de uma amostra de tecido.

·         Toracocentese: usando uma agulha, o médico remove uma amostra do fluido que envolve os pulmões, para procurar células cancerígenas.

·         Toracotomia: a cirurgia para abrir o peito é, algumas vezes, necessária para diagnosticar o cancro do pulmão. Este procedimento é uma grande operação e é sempre realizada no hospital.

 

Colocar algumas questões ao médico, pode ajudar a compreender melhor a situação.

·         Que testes podem diagnosticar o cancro do pulmão?

·         Quanto tempo depois dos testes vou saber os resultados?

·         Que tipo de cancro do pulmão tenho eu?

https://www.ligacontracancro.pt/cancro-do-pulmao-diagnostico/

 

https://www.terlaser.com/deixar-de-fumar/

 

O Cérebro em Evolução

 

Este mês a TerLaser propõe no âmbito da ansiedade a leitura do livro O Cérebro em Evolução de Paul Goldsmith.

SINOPSE

Quantas vezes nos sentimos frustrados por não atingirmos os resultados que definimos para nós mesmos? A ansiedade e o esgotamento não são sinais de fraqueza: são um desajuste entre o ritmo do mundo atual e a forma como o nosso cérebro foi, desde tempos ancestrais, moldado para sobreviver.

Em O Cérebro em Evolução, o Dr. Paul Goldsmith explica com rigor científico e linguagem acessível porque reagimos tão intensamente à pressão constante, seja das redes sociais ou das exigências de produtividade. E, mais importante, mostra como transformar esse conhecimento em vantagem.

Ao combinar neurociência com casos reais da prática clínica do autor, este é um guia que ensina como utilizar as capacidades evolutivas do cérebro em nosso favor, apresentando estratégias concretas para reduzir a inquietação, recuperar o foco e construir uma vida mais equilibrada.

https://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/o-cerebro-em-evolucao/32271108

 


Paul Goldsmith é um neurocientista especializado em evolução e médico neurologista. Licenciou-se com distinção tripla em Ciências Naturais pela Universidade de Cambridge e obteve uma bolsa de estudos clínicos pela Universidade de Oxford. Prosseguiu a sua formação médica de pós-graduação em Oxford, Cambridge, e no Hospital Nacional de Neurologia de Londres, tendo posteriormente concluído um doutoramento em Neurociência do Desenvolvimento pela Universidade de Cambridge, o que despertou o seu interesse pela medicina evolutiva. É professor convidado no Imperial College London, no Instituto de Inovação em Saúde Global.

https://www.wook.pt/autor/paul-goldsmith/175987?srsltid=AfmBOooYRIujMW_BANKbSNEF_4sgVfFOEl0qrPeadD05dizZ_T8BtPFK

Também será complementar a leitura do artigo no link a seguir partilhado:

“Nunca houve tanto conforto material, e, ainda assim, os sinais de ansiedade, solidão e esgotamento persistem. Paul Goldsmith, neurocientista e médico neurologista, defende que este paradoxo não é acidental nem individual, mas resulta de um desajuste estrutural entre um cérebro moldado para outro ambiente e as exigências do mundo contemporâneo. Tese que desenvolve em “O Cérebro em Evolução” e mote para esta entrevista.”

https://sapo.pt/artigo/a-ansiedade-na-medida-certa-e-no-contexto-adequado-e-essencial-a-sobrevivencia-tal-como-a-dor-paul-goldsmith-neurocientista-69f855e09d2d36baafd84a1a

segunda-feira, 6 de abril de 2026

“Causas das doenças bronco pulmonares”

 

A newsletter deste mês da TerLaser pretende enunciar as causas de várias doenças bronco pulmonares. Este texto é adaptado ao livro “As doenças dos pulmões” escrito pelo Dr. Edouard Arnold.

As causas são muito numerosas, também muito variadas e desconhecidas. A primeira constatação a fazer é a da dupla agressão a que o pulmão pode estar submetido. Com efeito, existe uma agressão externa, aérea, e uma agressão interna, sanguínea.

Quando respiramos, fazemos penetrar nos nossos pulmões o ar do local onde nos encontramos. Se este ar contém impurezas, estas também tomarão a via dos nossos brônquios e poderão alojar-se até nos nossos alvéolos. Estas impurezas são de todas as espécies: poeiras minerais ou vegetais, germes ou vírus, esporos de fungos, pólenes, gases, etc. concebe-se, pois, a infinidade de perturbações que estes elementos de origens tão diversas poderão desencadear nos pulmões.

A esta agressão externa junta-se a agressão interna: os elementos responsáveis pelas doenças trazidos ao pulmão pela circulação sanguínea.

Pois com efeito, quase todo o nosso sangue passa através do pulmão para ir buscar o seu oxigénio e se desembaraçar do anidrido carbónico.

Se elaborarmos o catálogo das agressões de que o pulmão pode ser vítima, somos levados a pensar que as doenças pulmonares deveriam ser mais frequentes e ficamos admirados por não serem mais. É que, na realidade, estes órgãos tem um grande poder de defesa. Existem ao seu nível numerosos sistemas, quer mecânicos, para repelir para o exterior as partículas indesejáveis, quer imunitários, para anular os seus efeitos nocivos. É todo este processo, altamente complexo, que é designado por epuração pulmonar. É um belo exemplo de equilíbrio entre o organismo vivo e o seu meio ambiente. São estes processos biológicos que asseguram a existência do individuo, e, portanto, da vida.

Quais são os elementos desta agressão?

Os micróbios e os vírus são responsáveis pelas doenças infeciosas: pneumonia, broncopneumonia, tuberculose. Cada agente infecioso é capaz de desencadear uma doença que terá as suas próprias caraterísticas.

Os esporos de fungos podem ser a causa de toda uma série de doenças chamadas micoses, umas frequentes, outras raras, e que podem ter uma distribuição geográfica particular.

As poeiras vegetais desempenham um papel importante na origem das doenças alérgicas, febre dos fenos, asma.

As poeiras minerais estão na base das doenças chamadas pneumoconioses, que resultam da retenção no tecido pulmonar das partículas inaladas. Algumas são benignas, outras podem ser graves como a silicose.

Certos gases são tóxicos. Vários estão presentes na chamada poluição atmosférica. É o caso de gases que contêm enxofre, azoto, cloro. Sabe-se que o fumo do tabaco é particularmente perigoso, tanto pelos gases como pelas partículas em suspensão nestes gases. É em grande parte responsável pela bronquite crónica e pela forma mais frequente do cancro do pulmão.

 

https://www.antenalivre.pt/noticias/cerca-de-14-das-criancas-ate-aos-9-anos-expostas-ao-fumo-do-tabaco-em-casa

Existem, enfim, substâncias tóxicas, sobretudo de utilização industrial, até mesmo medicamentos que, sendo ingeridos pelo tubo digestivo, são capazes de criar uma doença a nível do pulmão. Encontram-se nesta categoria tanto gases como herbicidas, medicamentos anticancerígenos, desinfetantes, etc.

Há que acrescentar ainda todas as doenças cuja causas desconhecemos. São numerosas. Assim, ignoramos a causa de vários tipos de cancro.

No link que segue pode saber mais sobre o grau de poluição pelo fumo do tabaco a que estão sujeitas as pessoas em vários lugares públicos e privados.

https://repositorium.uminho.pt/server/api/core/bitstreams/5b8f55e4-02e5-4cd0-928e-282e635aa8e3/content

https://www.terlaser.com/deixar-de-fumar/

Síndroma de avanço ou atraso de fase Desacerto do relógio biológico

 

Trata-se de uma perturbação do relógio biológico presente no organismo humano. Este varia de indivíduo para indivíduo existindo, assim, pessoas cujo estado de alerta ocorre de manhã cedo – e para as quais a necessidade de dormir também ocorre relativamente cedo; e outras, cujo pico de alerta ocorre após o meio do dia.

Estes fatores não são voluntários, mas inatos.

Sintomas

Algumas crianças, que são consideradas preguiçosas, distraídas, com mau aproveitamento escolar e que estão sempre sonolentas durante as aulas, são na verdade, vítimas de um desajustamento do relógio biológico, em relação às exigências académicas.

“Quando a situação se revela exagerada, isto é, a criança adormece muito tarde ou acorda muito cedo, estamos perante o chamado avanço ou atraso de fase,” explica Anselmo Pinto

Tratamento

Se não for possível um ajustamento dos horários do dia-a-dia com o relógio biológico da criança, dever-se-á proceder a um ajuste do mesmo. “A maneira como se realiza esse ajustamento poderá ser por meio da exposição a uma luz com determinada intensidade, duração e horário, dependendo do que queremos fazer com que a criança comece a adormecer ou a acordar mais tarde. Isto deverá ser realizado em clínicas do sono, após avaliação da situação, uma vez que requer conhecimentos especializados sobre este tipo de tratamentos,” explica o especialista.

 


Delayed Sleep Phase Syndrome | Stanford Health Care

Como acabar com os TERRORES NOTURNOS. (2003). CRESCER, 30-31.https://www.terlaser.com/terinsonia/

 

Divertida Mente 2 : a mente adolescente e o papel da ansiedade – Psiquiatria no cinema

 Este mês a TerLaser propõe no âmbito da ansiedade a visualização do filme que dá para adultos e crianças o “Divertida Mente 2”. O texto que se segue é uma publicação online do jornal britânico de psiquiatria.

Divertida Mente 2 , a sequência da Pixar de 2024, continua a exploração da mente de Riley, de 13 anos, enquanto ela enfrenta os desafios da adolescência e começa o ensino secundário. Na véspera do acampamento de hóquei no gelo, o "alarme da puberdade" de Riley desencadeia uma mudança cómica no centro do controlo do seu cérebro. As emoções originais de Divertida Mente (2015) – Alegria, Raiva, Tristeza, Medo e Nojinho – são acompanhadas por novas adições: Ansiedade, Inveja, Vergonha e Tédio. Essas emoções trazem novos conflitos para o panorama emocional de Riley, à medida que o painel de controlo se torna mais sensível, intensificando as suas reações e deixando as emoções originais lutando para manter o equilíbrio.

Um dos aspetos mais cativantes de Divertida Mente 2 é a representação subtil da ansiedade na adolescência feita pela Pixar. A Ansiedade, retratada como hiperativa, com cabelo despenteado e um sorriso ansioso, não é uma vilã, mas sim uma força bem-intencionada. O filme distingue inteligentemente entre medo e ansiedade – a Ansiedade explica: "O medo protege a Riley das coisas que ela vê, eu protejo a Riley das coisas que ela não vê. Eu planeio o futuro". Inicialmente, seu planejamento obsessivo para cada possível resultado parece útil, pois motiva a Riley a impressionar as meninas mais velhas do time de hóquei no gelo, refletindo o medo natural da rejeição social – uma preocupação comum à medida que os relacionamentos com os colegas ganham importância na adolescência.

No entanto, a Ansiedade rapidamente se torna avassaladora, operando a imaginação de Riley como um escritório frenético, com funcionários esboçando incessantemente os piores cenários possíveis. Isso culmina em uma poderosa representação de um ataque de pânico, com a Ansiedade girando caoticamente ao redor do painel de controle, desesperada para manter a ordem. No centro dessa tempestade está a própria Ansiedade, imobilizada e impotente, com uma lágrima escorrendo pela cara. Através dessa representação, o filme demonstra como a ansiedade, se não for controlada, pode se transformar numa força paralisante. A eventual constatação da Ansiedade de que ela não pode controlar tudo – espelhada pela própria admissão de Alegria – oferece uma reflexão perspicaz sobre os desafios da regulação emocional durante a adolescência.

https://www.youtube.com/watch?v=LEjhY15eCx0

Ao apresentar a Ansiedade como protetora e fonte de angústia, o filme educa o espetador sobre a natureza dual dessa emoção. Ele normaliza a ansiedade como parte da vida, ao mesmo tempo que destaca a importância de gerenciá-la de forma eficaz. Na resolução do filme, a Ansiedade recebe uma tarefa específica e uma xícara de chá calmante, simbolizando que, embora a ansiedade esteja sempre presente, ela pode ser controlada e canalizada positivamente quando gerida com cuidado. Essa mensagem é importante para os jovens, visto que os transtornos de ansiedade costumam surgir no início da adolescência, embora haja uma clara distinção entre a ansiedade como uma emoção normal e a ansiedade clínica.

Divertida Mente 2 torna a educação emocional acessível e envolvente, incentivando as crianças a compreenderem as suas emoções e a falarem abertamente sobre elas. Ao retratar a turbulência da adolescência, o filme normaliza o sofrimento psicológico como parte natural do desenvolvimento. Através da sua narrativa criativa e do uso de metáforas, ela abre espaço para conversas essenciais sobre saúde mental, ajudando o público jovem a reconhecer que os desafios emocionais são comuns – e que aprender a lidar com eles é fundamental para o crescimento.

https://www.cambridge.org/core/journals/the-british-journal-of-psychiatry/article/inside-out-2-the-adolescent-mind-and-the-role-of-anxiety-psychiatry-in-movies/C86942BABBF1D03201F4B3D008EF1DB3

sexta-feira, 6 de março de 2026

“Fatores que influenciam a mudança: A prontidão”

 

“Hubble e colaboradores (1999) realizaram um estudo sobre os fatores que estão numa base de uma mudança de comportamento do cliente no âmbito de uma intervenção terapêutica, tendo identificado a importância relativa que cada um deles pode ter nesse processo.”...

O conceito de prontidão para a mudança, abordado terapeuticamente na Entrevista Motivacional, tem por base o modelo dos estágios de mudança o “Modelo Transteórico de Mudança” de Prochaska e DiClemente, que permite perceber melhor a mudança nos indivíduos, ou seja, as etapas que são percorridas durante um processo de mudança de comportamento. Assim, torna-se possível adequar as estratégias de intervenção às necessidades dos clientes, a cada momento do processo.

Na verdade, este modelo é mais prescritivo do que descritivo, já que idealiza o processo de mudança. A maior parte dos clientes não desenvolve necessariamente um percurso de mudança através do continuum aqui apresentado, apesar desta matriz ser uma proposta realística da intenção de mudar.

Da mesma forma, que não existe uma sequência temporal invariável, também não existe uma clarificação sobre o tempo decorrido na execução de cada estágio em particular, o que permite que se pense nestas etapas mais como «estados» do que como «estágios» (Sutton, 1997).

Dividido em 5 etapas distintas – Pré-contemplação, Contemplação, Preparação, Ação e Manutenção – o modelo representa o processo pelo qual as pessoas passam quando pensam em, iniciam ou tentam manter um novo comportamento.

A etapa que precede o processo de mudança em si é identificada como Pré-contemplação, no qual o indivíduo não está ainda a considerar a mudança em causa.

1.     Pré – contemplação

a.     Caraterização

De um modo geral, a pessoa nesta etapa não encara o seu comportamento como um problema, identificando-se como um cliente «resistente» ou em «negação».

Carneiro (2004) refere que podem existir quatro tipos de contempladores

1)     O relutante: «Estou bem como estou.»

2)     O rebelde: «Vamos todos morrer um dia, por isso…»

3)     O racionalizador: «Tenho um avô com noventa anos que fuma desde os 12 e não tem cancro.»

4)     O resignado: «É tarde de mais para mim…»

https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/manual-coordenador-deixando-de-fumar-sem-misterio.pdf

 

b.     Intervenção

A grande meta dos profissionais de saúde consiste em auxiliar estes clientes a começar a identificar o problema em causa e a questionar o seu comportamento. Para tal devem dar informação sobre os riscos de continuar a usar substâncias, fornecer feedback acerca dos resultados de exames e testes e potenciais danos que estejam a ocorrer.

Com o aparecimento de alguma consciência sobre o problema, o indivíduo entra efetivamente num ciclo de mudança, encaminhando-se para uma etapa de Contemplação. Esta transição não ocorre repentinamente nem de uma forma constante, vai-se instalando normalmente com o tempo.

Na TerLaser quando o cliente efetiva realmente a consulta para Deixar de Fumar, o processo de mudança já está a decorrer, mas é importante manter “viva” a motivação que o/a levou querer Deixar de Fumar, as tentações são muitas. Os sintomas de abstinência são bastante diminuídos e o acompanhamento feito pelo/a terapeuta da TerLaser são “ingredientes” complementares à vontade de querer estar sem fumar.


https://www.terlaser.com/deixar-de-fumar/

Exercício 2: Conceptualização de Caso

 

Sophie Seromenho no livro “Não é Loucura, É Ansiedade” sugere a execução de alguns exercícios (cont.)...

Agora com a informação completa:

Instruções

Completa o diagrama conforme cada tópico que te é apresentado e respondendo às seguintes questões:

4.     Consequências não intencionais

As estratégias de segurança são uma tentativa de te manteres seguro. Todas as ações têm consequências e esta secção da formulação foi projetada para te ajudar a refletires sobre as consequências não intencionais das tuas ações. Não tens culpa daquilo que sentes, nem da forma como aprendeste a lidar com a situação. Foi a melhor maneira que encontraste para o fazer.

Perguntas úteis para explorar consequências não intencionais incluem:

- Existem consequências indesejáveis nas estratégias que encontraste para te protegeres?

- O que acontece quando fazes isso?

- Qual é o impacto de agir dessa forma nos teus relacionamentos/nos teus sentimentos/na tua vida?

- Qual é a desvantagem de agir dessa forma?

5.     Relação contigo próprio

Já sabemos que o modelo de «três círculos» dos sistemas de regulação emocional (ameaça, motivação e segurança) é fundamental para a compreensão do teu funcionamento psicológico. Se o teu sistema de segurança é subdesenvolvido por qualquer motivo, é provável que tenhas um repertório limitado de estratégias para gerir as tuas emoções: na ausência de um sistema de segurança bem desenvolvido, o relacionamento contigo mesmo será punitivo ou crítico.

Na ausência de um sistema de segurança bem desenvolvido, as consequências involuntárias das estratégias de segurança são muitas vezes recebidas com uma dura autocrítica que exacerba ainda mais os principais medos e ameaças. É útil explicar isto ao pormenor.

- Que tipo de coisas dizes a ti próprio?

- Em que tom de voz essas coisas são ditas?

- Este tom lembra-te alguém?

- Porque que é que falas contigo mesmo dessa forma? Que efeito tem isso em ti (por exemplo, motiva-te a fazer as coisas, a não ser preguiçoso?

- Onde aprendeste a falar contigo assim?

- Falarias assim com outra pessoa?

- Como te sentes quando falas contigo assim?

 


https://www.conexasaude.com.br/blog/autoconhecimento/

 

 

Seromenho, S. Não é Loucura, é Ansiedade - Primeiros Socorros para Combateres a Doença do Século. Lisboa: Contraponto.(2022).