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deste mês da TerLaser pretende enunciar as causas de várias doenças bronco
pulmonares. Este texto é adaptado ao livro “As doenças dos pulmões” escrito
pelo Dr. Edouard Arnold.
O primeiro
objetivo da Medicina, é evidentemente, saber de que doença sofre o paciente.
Formular um diagnóstico, pois é deste diagnóstico que decorrerá o tratamento.
Assim, a Medicina acumulou ao longo do tempo uma quantidade de meios, capazes
de informar o clínico.
Em Pneumologia
como noutros sectores, os elementos de base serão fornecidos pelo exame do
doente. Este realiza-se pelo encontro cara a cara do doente com o seu médico,
«o diálogo singular». O doente deverá contar ao seu médico a história do mal
que padece. É aquilo a que se chama fazer a anamnese. Com efeito, os sintomas
iniciais da doença, a sua evolução, o seu caráter, manifestações diversas que
muitas vezes -segundo a expressão do paciente – não têm relação com a doença,
em resumo, toda uma espécie de elementos, permitirão ao médico saber em que
grupo de doenças pulmonares deverá prosseguir as suas investigações. O doente
admira-se, irrita-se por vezes com este questionário, mas deve convencer-se de
que ele é indispensável para encurtar o caminho e chegar à meta.
https://www.lusiadas.pt/blog/doencas/cancro/cancro-pulmao-diferentes-tipos
Para o
exame do doente, distinguimos dois elementos:
Os sintomas,
que são as manifestações que o doente sente e que pode descrever. É o caso da
tosse, da dor, da dificuldade de respirar;
Os sinais,
que são manifestações não sentidas, mas que o médico deve procurar. São as
informações fornecidas pela palpação do tórax, a auscultação por meio de estetoscópio,
etc.
A este
respeito, a posição do pulmão é muito especial. De modo geral, há dois
fenómenos, dois sintomas que atraem sobretudo a atenção do doente. É a dor
(pontada lateral, cãibra, picada, etc.) o mal-estar funcional (dificuldade de
respirar, sensação de sufocação, etc.). ora, o que constatamos ao nível do
pulmão? A anatomia do pulmão ensina-nos que este órgão não há nervos
sensitivos. Por outras palavras, uma lesão situada no pulmão não dói, não é
sentida pelo paciente. Assim um doente com tuberculose, um cancro, não irá
consultar o médico por ter dores.
Desta forma, o médico efetua, terá de
avançar para pedir uma radiografia (raio-X) torácica, entre outros exames. Se
há suspeita de cancro do pulmão, pode ser útil fazer uma citologia da expetoração
(exame microscópico das células obtidas de uma amostra de muco dos pulmões,
obtido através da tosse); é um teste simples. Para confirmar a presença de
cancro do pulmão, o médico tem de examinar tecido do pulmão. Através de uma
biópsia, ou seja, removendo uma pequena amostra de tecido, para exame ao
microscópio por um patologista, pode ser confirmado um cancro do pulmão. Para
obtenção deste tecido, podem ser seguidos vários procedimentos:
·
Broncoscopia: o médico insere um broncoscópio (um tubo fino e iluminado), dentro
da boca ou nariz e "empurra-o" através da traqueia, para ver as
passagens de ar. Através deste tubo, o médico pode recolher células ou pequenas
amostras de tecido.
·
Aspiração por agulha: é inserida uma agulha no tumor, através do peito, para remoção de
uma amostra de tecido.
·
Toracocentese: usando uma agulha, o médico remove uma amostra do fluido que envolve
os pulmões, para procurar células cancerígenas.
·
Toracotomia: a cirurgia para abrir o peito é, algumas vezes, necessária para
diagnosticar o cancro do pulmão. Este procedimento é uma grande operação e é
sempre realizada no hospital.
Colocar algumas questões ao médico,
pode ajudar a compreender melhor a situação.
·
Que testes podem diagnosticar o
cancro do pulmão?
·
Quanto tempo depois dos testes vou
saber os resultados?
·
Que tipo de cancro do pulmão tenho
eu?
https://www.ligacontracancro.pt/cancro-do-pulmao-diagnostico/
https://www.terlaser.com/deixar-de-fumar/

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