“Hubble e
colaboradores (1999) realizaram um estudo sobre os fatores que estão numa base
de uma mudança de comportamento do cliente no âmbito de uma intervenção
terapêutica, tendo identificado a importância relativa que cada um deles pode
ter nesse processo.”...
O conceito de
prontidão para a mudança, abordado terapeuticamente na Entrevista Motivacional,
tem por base o modelo dos estágios de mudança o “Modelo Transteórico de Mudança”
de Prochaska e DiClemente, que permite perceber melhor a mudança nos indivíduos,
ou seja, as etapas que são percorridas durante um processo de mudança de
comportamento. Assim, torna-se possível adequar as estratégias de intervenção
às necessidades dos clientes, a cada momento do processo.
Na verdade,
este modelo é mais prescritivo do que descritivo, já que idealiza o processo de
mudança. A maior parte dos clientes não desenvolve necessariamente um percurso
de mudança através do continuum aqui apresentado, apesar desta matriz
ser uma proposta realística da intenção de mudar.
Da mesma
forma, que não existe uma sequência temporal invariável, também não existe uma
clarificação sobre o tempo decorrido na execução de cada estágio em particular,
o que permite que se pense nestas etapas mais como «estados» do que como
«estágios» (Sutton, 1997).
Dividido em 5
etapas distintas – Pré-contemplação, Contemplação, Preparação, Ação e
Manutenção – o modelo representa o processo pelo qual as pessoas passam
quando pensam em, iniciam ou tentam manter um novo comportamento.
A etapa que
precede o processo de mudança em si é identificada como Pré-contemplação, no
qual o indivíduo não está ainda a considerar a mudança em causa.
1.
Pré – contemplação
a.
Caraterização
De um modo geral, a pessoa nesta etapa não encara o seu
comportamento como um problema, identificando-se como um cliente «resistente»
ou em «negação».
Carneiro (2004) refere que podem existir quatro tipos de
contempladores
1)
O relutante: «Estou bem como estou.»
2)
O rebelde: «Vamos todos morrer um dia, por
isso…»
3)
O racionalizador: «Tenho um avô com noventa
anos que fuma desde os 12 e não tem cancro.»
4)
O resignado: «É tarde de mais para mim…»
b.
Intervenção
A grande meta dos profissionais de saúde consiste em auxiliar
estes clientes a começar a identificar o problema em causa e a questionar o seu
comportamento. Para tal devem dar informação sobre os riscos de continuar a
usar substâncias, fornecer feedback acerca dos resultados de exames e testes e
potenciais danos que estejam a ocorrer.
Com o
aparecimento de alguma consciência sobre o problema, o indivíduo entra
efetivamente num ciclo de mudança, encaminhando-se para uma etapa de Contemplação.
Esta transição não ocorre repentinamente nem de uma forma constante, vai-se
instalando normalmente com o tempo.
Na TerLaser quando o cliente efetiva realmente a consulta para Deixar de Fumar, o processo de mudança já está a decorrer, mas é importante
manter “viva” a motivação que o/a levou querer Deixar de Fumar, as tentações
são muitas. Os sintomas de abstinência são bastante diminuídos e o
acompanhamento feito pelo/a terapeuta da TerLaser são “ingredientes” complementares à vontade de querer estar
sem fumar.

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