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sábado, 9 de abril de 2016

TABACO E MATERNIDADE

   Continuando a fumar, as futuras mães atentam gravemente contra a saúde dos seus futuros filhos, pois reduzem com isso a quantidade de sangue e oxigénio que lhes fornecem.
Fumar na gravidez prejudica o seu feto.
Com efeito, o tabaco tem efeitos vasoconstritores, isto é, faz diminuir o calibre das artérias, especialmente o das que irrigam a placenta. Há nesse facto um grave risco de poluição fetal. Um único cigarro faz com que o coração do feto bata com 10 a 20 pulsações a mais por minuto. Já está verificado que um filho de fumadora apresenta atrasos psicomotores em relação aos filhos das mulheres que não fumam. O tabaco é responsável por 20% dos abortos espontâneos. A placenta não filtra a nicotina nem os demais tóxicos, de modo que uma mulher grávida que fume comunica à criança que traz em gestação a totalidade dos tóxicos que absorve. A percentagem média de óxido de carbono no sangue é particularmente eloquente: 1,2% na mulher que não fuma e 0,7% no respectivo feto - em comparação com 8,3% na mulher que fuma e 7,3% no feto. O resultado são abortos espontâneos ou nascimentos prematuros (que podem prejudicar o desenvolvimento psicomotor da criança). Se a gravidez continuar até ao seu termo normal, a criança nascerá com peso inferior ao normal e terá maior risco de morte peri-natal: por exemplo, 4500 mortes nos Estados Unidos e 1500 em Inglaterra são imputáveis todos os anos ao uso do tabaco pelas mães. As estatísticas francesas apresentam 28% nado-mortos quando as mães continuam a fumar e 8% no caso contrário.
   O risco de parto hemorrágico é também maior. E, o que é mais grave, sabe-se de fonte segura que são mais frequentes os casos de lábio leporino e de fendas palatais nas crianças nascidas de mães fumadoras.
   Em certos países, como por exemplo, no Japão, a simples presença de uma mulher grávida num local público equivale a uma proibição geral de fumar.
   Se a leitora está a amamentar, tome cuidado. A nicotina também passa para o leite. Há que evitar fumar para poupar a criança. A atmosfera carregada de fumo é um verdadeiro veneno também para as mucosas em formação das crianças. Quando elas respiram o fumo, ficam mais expostas a contrair afecções respiratórias e bronquites crónicas: rinofaringites, sinusites, bronquites recidivantes e de efeitos esgotantes, quer para as pequenas vítimas quer para os seus pais.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Tabaco: uma em cada três crianças é exposta ao fumo em casa

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http://vivaavidajuju.blogspot.pt/2013/10/criancas-quando-sao-fumantes-passivos.html
Fumar em casa ou no carro é prejudicial para a saúde dos miúdos, mesmo que não seja na presença deles e que se abram as janelas para arejar. Uma em cada três crianças, em Portugal, está exposta ao fumo ambiental do tabaco, segundo a campanha www.eufumotufumas.com da Direção-Geral da Saúde.  Esta entidade quer mostrar aos crescidos que os riscos de expor as crianças ao fumo passivo são reais e, assim, levar os fumadores a não fumarem em locais fechados.  

Mais de 80% do fumo ambiental do tabaco é invisível, mas os seus químicos tóxicos ficam dentro de casa, nas roupas, nos brinquedos, nos móveis e nas superfícies. Isto quer dizer que o fumo pode ser inalado durante algumas horas após fumar um cigarro. No carro ainda é pior: mesmo em andamento, com as janelas abertas e com o ar condicionado ligado, a concentração de químicos tóxicos é 2,5 vezes superior à encontrada num bar para fumadores. Portanto, abrir as janelas enquanto conduz e fuma não é suficiente para a eliminação da exposição ao fumo passivo. 

As crianças e os bebés estão mais vulneráveis do que os adultos aos efeitos nocivos do tabaco, porque o sistema imunitário ainda se encontra em desenvolvimento e a sua frequência respiratória é maior e inalam mais profundamente. Além disso, a mesma dose de químicos afeta-os mais por terem menos peso do que os adultos e menor capacidade para eliminar as substâncias tóxicas do fumo. 

Os bebés com mães que fumaram durante a gravidez ou que estão expostos ao fumo ambiental do tabaco e as crianças pequenas enfrentam um risco maior de otites e infeções respiratórias agudas, como bronquite e pneumonia. Na idade escolar provoca sintomas respiratórios, como tosse, catarro, pieira e falta de ar. Nas crianças asmáticas, as crises podem ser mais frequentes e com maior gravidade. Sabe-se também que a exposição das crianças ao fumo passivo provoca danos irreversíveis nas artérias, com repercussões na idade adulta. 
Este problema não é novo. Numa investigação de 2012 (Prevenção da exposição de crianças ao fumo ambiental do tabaco no seu domicílio), da Universidade do Minho, constatou-se que 32,6% das crianças inquiridas estavam expostas ao fumo em casa e 29,1% afirmaram estar expostas ao fumo de tabaco na viatura onde habitualmente eram transportadas. 
www.terlaser.pt