sábado, 4 de outubro de 2025

É Ansiedade na terceira idade: compreendendo as causas e identificando os sintomas

 

“De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria Geriátrica (AAGP), os transtornos de ansiedade atingem de 10 a 20% da população idosa, muitas vezes passando despercebidos e sem diagnóstico.

Claro, sentir ansiedade em determinados momentos é completamente natural. Porém, quando essa emoção se torna constante e excessiva, não podemos ignorá-la. Por isso, é tão importante entendermos as particularidades da ansiedade na terceira idade.

Conhecer suas causas, possíveis gatilhos e aprender a reconhecer os sintomas possibilita uma intervenção precoce e um controle mais eficaz do transtorno.

Mas o que faz com que os idosos sejam mais vulneráveis à ansiedade? E quais são os sinais de alerta que merecem atenção?

Vamos entender melhor a ansiedade na terceira idade nos tópicos a seguir.

Causas da ansiedade na terceira idade

A ansiedade pode ser resultado de diversos fatores e sua origem nem sempre é clara. Ainda que os pesquisadores não compreendam totalmente por que alguns idosos sofrem de ansiedade excessiva, é provável que uma combinação de gatilhos situacionais e ambientais estejam envolvidos.

Assim, dentre os fatores de risco mais comuns para transtornos de ansiedade na terceira idade, podemos citar:

1. Alterações no estilo de vida

A chegada da terceira idade pode trazer várias mudanças em nossas vidas, sendo que algumas delas podem ser estressantes e gerar ansiedade para os idosos.

A aposentadoria, por exemplo, pode fazer com que nos sintamos sem propósito ou um pouco perdidos, enquanto ver os filhos saírem de casa pode provocar sentimentos de solidão e vazio.

A necessidade de lidar com questões de saúde, perda de independência, limitações quanto à mobilidade física e, eventualmente, ter que mudar para uma nova casa ou morar com parentes, também são fatores que podem deixar os idosos ainda mais ansiosos nesta etapa da vida.”

Continuamos na próxima newsletter.


Texto retirado de:

https://priscilapisoligeriatra.com.br/ansiedade-na-terceira-idade/


“...tossia..parei completamente de um dia para o outro...”

 

“...- Acho que vou percebendo

- Uma porra dum poço de contradições é o que eu sou

- Somos todos um bocadinho assim

- Ao meu nível doentio acho que é difícil, acreditas que quando começou aquela paranoia com o tabaco nos sítios públicos, quando estes inteligentes do caralho descobriram que fumar faz mal, eu estava sempre à espera que me viessem foder a cabeça só para os mandar para o caralho e dizer-lhes que eu fumava onde quisesse, e anos depois deu-me para parar, andava numa miséria, tossia, não conseguia subir escadas, parei completamente de um dia para o outro, que é a única maneira, e acreditas que a partir daí andava à caça de fumadores, a mandá-los apagar o cigarro, a insultá-los porque não estavam a cumprir a lei.”

(Carvalho, 2017)

Este pequeno texto foi transcrito do livro “O pianista de hotel” de Rodrigues Guedes de Carvalho. É um acontecimento ficcionado ou será que não. Quantos/as são os/as que dizem: “Deixar de Fumar, para quê?”, mas quando são confrontados com problemas diretamente relacionados  com o tabaco (já para não referir os problemas que indiretamente afetam e que normalmente ainda são mais desvalorizados) o ponto de vista muda e muitas vezes já é tarde.

Problemas de saúde relacionados com o tabaco não são inventados é uma dura e factual realidade.

Deixe de fumar por si e por quem lhe quer bem.


https://www.threads.com/@frasesdeumcristao.ofc/post/C_L6KAiSyj0/media?hl=pt-br

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

“Sou o maior exemplo para os meus filhos”

 

Nome: Sofia
Idade: 38 anos



Quando começou a fumar e porquê?
Na universidade, por ver a maioria dos estudantes fumarem e achar que seria um comportamento socialmente aceite e inclusivo. A primeira vez que fumei foi em casa, no início da adolescência, sozinha, um cigarro roubado ao meu pai, por vê-lo sempre a fumar e ter curiosidade.

Quantos anos foi fumadora?
Fumei durante cerca de 8 anos.

Porque deixou de fumar?
Porque engravidei.

De que forma a gravidez influenciou a decisão?
Nunca foi sequer opção continuar a fumar estando a gerar-se uma vida dentro de mim.

Como encara a perspetiva de fumar diante dos seus filhos?
Não irá acontecer nunca. Sei que sou, juntamente com o pai, o maior exemplo para os meus filhos. Como tal, não quero que me vejam a ter um comportamento que não quero que reproduzam ou sintam sequer curiosidade de conhecer. Como mãe, quero o melhor para os meus filhos e nunca os obrigaria a serem fumadores passivos, sabendo dos malefícios que tal lhes causaria.

Deixou de fumar de uma forma repentina ou faseada?
De uma forma repentina.

Antes de deixar de fumar em definitivo, alguma vez tentou deixar ou deixou mesmo durante algum tempo?
Não. Sempre fumei quando me apeteceu, até engravidar. Claro que depois disso continuou a apetecer-me, mas não fumava.

Qual a maior dificuldade que sentiu para deixar de fumar?
Conviver com pessoas que fumavam, ver pessoas a fumar.

O que sente de diferenças em si desde que deixou de fumar?
Melhor hálito, pele mais bonita, dentes mais saudáveis.

Que conselho deixaria a quem está a tentar deixar de fumar?
Que pense no mal que está a fazer a si e aos outros. Fumar não traz nada de bom, nem à saúde nem à carteira.

Imagina-se a voltar a fumar?
Não, não voltarei a fumar. Tenho dois filhos pequeninos e passo todo o meu tempo livre com eles. Quero ser o mais saudável possível para estar bem e disponível para eles. Nunca me preocupei muito com a minha saúde até ter filhos.

No momento em que sentimos que duas vidas dependem de nós, mudamos de perspetiva de vida e, por conseguinte, mudamos muitos dos nossos hábitos, principalmente os que prejudicam a saúde. Quero que os meus filhos passem tempo de qualidade comigo e quero incutir-lhes hábitos de vida saudáveis, como tal, fumar não se coaduna com este desejo.

Fontes utilizadas:
DGS.pt | DN.pt | FundacaoPortuguesadoPulmao.org | SNS.gov.pt

https://www.medis.pt/mais-medis/saude-e-medicina/deixar-de-fumar-celebrar-bons-habitos/