sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Doença da Folha Verde do Tabaco


doença da folha verde do tabaco (DFVTtrata-se de uma forma de intoxicação aguda resultante da absorção dérmica da nicotina 
presente na folha da Nicotiana tabacum (planta do tabaco), sendo, portanto, uma enfermidade que acomete, em especial,agricultores que trabalham com o cultivo dessa planta.
Nos anos de 2007 e 2008, a Secretaria de Vigilância em Saúde realizou investigações epidemiológicas visando corroborar a presença desta doença, pela primeira vez, no Brasil, mais especificamente no Nordeste. A pesquisa realizada neste período identificou 107 casos da DFVT. Até então, esta doença não havia sido relatada em nenhum país da América Latina, somente nos Estados Unidos, Índia, Japão, Malásia e Itália.
As manifestações clínicas apresentadas pelos indivíduos intoxicados são: 
Cefaleia; Vertigem;Náusea;Vómito;Fraqueza;Cólica abdominal.
O diagnóstico é feito com base no histórico de exposição ao cultivo de tabaco, análise clínica e dosagem do nível de nicotina no organismo. Esta mensuração é feita por meio da dosagem de cotinina na urina, sangue e saliva. A cotinina consiste em um marcador de exposição para evidenciar o quanto de nicotina foi absorvida pelo organismo. Quando estes valores se encontram acima de 10 ng/ml significa que o indivíduo exposto à nicotina pode desenvolver a DFVT de forma aguda e mais adiante, como consequência, outras doenças relacionadas, como neoplasiasdoença pulmonar obstrutiva crônica, patologias, cardiovasculares e abortos.

A prevenção desta moléstia é feita por meio do uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, manga comprida e calça comprida, capas impermeáveis, evitando trabalhar com a planta ou roupas molhadas, bem como nos horários de humidade mais elevada (orvalho da manhã e durante as chuvas). O ato de higienizar as mãos durante o trabalho também pode ajudar a diminuir a absorção da nicotina pelo organismo.

OS NÚMEROS DA DOENÇA
• 183 mil famílias vivem da fumicultura no país
• 72% dos casos da doença da folha verde acontecem entre os não fumantes
• 50 vezes mais é a quantidade de nicotina encontrada no organismo de um fumicultor
• 476 mil toneladas de fumo foram para Europa, Estados Unidos e China em 2014
• US$ 2,5 bilhões é o faturamento da indústria do tabaco
• +1 maço de cigarros é o equivalente à nicotina absorvida pela pele em um só dia de colheita



Fontes:

Dependência e desabituação tabágica na Adolescência


          Cerca de 80% dos fumadores inicia o consumo de tabaco antes dos 18 anos e o pico da iniciação nos países ocidentais, incluindo Portugal, ocorre entre os 11 e os 15 anos. Começar a fumar nesta fase do desenvolvimento prejudica o processo de maturação dos pulmões e do sistema nervoso central. Deixar de fumar com sucesso é um desafio, mas quando se consegue sente-se uma vitória que lhe prolongará a vida, melhor saúde, auto-estima e economia. Vencer o cigarro é possível. O tabaco é uma droga porque provoca dependência. A substância que provoca a dependência é a nicotina.

            O vício de fumar tem-se revelado impossível de combater porque se trata de uma substância com características estimulantes, semelhantes às da cocaína, dando dependência física e psíquica.

          Não é fácil deixar de fumar. A nicotina provoca dependência por meio de processos semelhantes aos da cocaína, álcool e heroína, tem características que preenchem os critérios das drogas aditivas: uso compulsivo, efeitos psicoativos e comportamento reforçado pela droga, tolerância e dependência física, manifestada por uma síndroma de abstinência. Os sintomas de privação incluem entre outros a necessidade imperiosa de fumar, irritabilidade, agressividade, ansiedade, dificuldade de concentração, dores de cabeça, aumento do apetite, tonturas.

          Deixar de fumar tem benefícios de ordem física (desaparecimento do cheiro a tabaco, aumento do paladar, diminuição do risco e doenças), psicológicos e económicos.

       A faixa etária que não depende tanto de tratamentos auxiliares é a adolescência. Nesta idade, basta decidirem deixar pois não estão verdadeiramente dependentes do tabaco. O jovem dum modo geral começa a fumar por um ato de rebeldia ou afirmação. Por isso, atividades desportivas (competição ou não), atividades artísticas (música, dança), são ótimas ferramentas para evitar ou eliminar vícios.  Não deixe o seu filho ao sabor do vento, faça com que ele ganhe auto estima através de uma atividade extra com que se identifique.
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segunda-feira, 15 de julho de 2019

O ABC da asma – testemunho de Bibá Pitta

Falta-lhes o ar. Descrevem as crises como um sufoco inolvidável.
Bibá Pitta conhece bem este universo. Depois de uma crise na adolescência decidiu ir ao médico na companhia da mãe. O diagnóstico não deixava dúvidas: bronquite asmática. A bordo desta novidade havia uma outra: o uso da “bomba”. Os sintomas eram óbvios: “Tinha muita pieira, pingo no nariz e estava sempre a coçar os olhos. Fiz medicação”. A humidade e a diferença de temperatura também lhe marcavam os ritmos da doença.Apesar de reconhecer que a vida de uma pessoa que sofre desta patologia não é fácil, confessa nunca ter sentido limitações. Contudo, as rotinas eram idênticas às de outros jovens em situação semelhante. “Tinha sempre uma bomba comigo onde quer que fosse”.
Os dias melhores chegaram quando tomou a decisão mais importante de todas: deixar de fumar. “As coisas melhoraram muito nessa altura, apesar de fumar muito pouco e de nunca ter fumado durante nenhuma gravidez, até porque o bebé não tem culpa dos vícios da mãe”, afirma Bibá Pitta acrescentando que, muitas vezes, as pessoas fumam mesmo tendo asma, o que para a entrevistada “é um contrassenso. O cigarro faz pessimamente a tudo!”. Foi também no desporto que encontrou a melhoria da sua qualidade de vida. Adepta de um estilo de vida saudável, confessa treinar diariamente, adora correr e vai ao ginásio sempre que pode. Consciente do número de asmáticos em Portugal, Bibá Pitta deixa alguns conselhos úteis. “Devemos procurar ter o mínimo de tapetes em casa e arejar a habitação sempre que possível. É preciso ainda ter cuidado com os peluches junto das crianças e, é claro, optar por tecidos de algodão em detrimento de sintéticos. E o mais importante: não fumar e praticar desporto com regularidade”. E, é claro, não esquecer o uso de inaladores e outros tratamentos indicados no controlo da sua asma.
O ABC da asma
https://www.jornalmedico.pt/asma/32908-o-abc-da-asma.html
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https://www.euroclinix.net/pt/asma/asma-e-o-tabagismo