segunda-feira, 6 de abril de 2020

Categorias de fumadores – 1ª A procura de um estímulo

“Em primeiro lugar reflita sobre as suas motivações.
Existem seis categorias diferentes de fumadores: o que fuma para receber um estímulo, o que fuma por prazer, o que fuma para se descontrair, o que fuma para acalmar as suas ansiedades, o que fuma por absoluta necessidade e, por fim, o que fuma por hábito ou para estar entretido.
Hoje falamos sobre a 1ª categoria. O fumador, com o ato de fumar, procura um estímulo. É uma espécie de pessoa que encontramos frequentemente no nosso tipo de sociedade uma pessoa responsável que diz a si própria «necessito absolutamente disto para trabalhar, atendendo à minha atividade profissional, que me traz  permanentemente tensão...» Na realidade, abusa quase sempre e está à beira do esgotamento. Abusa de excitantes diversos que lhes dão a ilusão de manter-se em forma: o café, principalmente, mas também o álcool, a boa mesa...é um autoritário de caráter voluntarioso e agressivo, perfeitamente adaptado aos ideiais de vida desta sociedade, e que sujeita a sua vida à carreira profissional ou aos negócios. O cigarro faz parte do seu ambiente indispensável. Mas o efeito de chicotada que ele obtém com os excitantes depressa se mostra falacioso: é-lhe necessário ir aumentando incessantemente as doses e vai fumando cada vez mais , vai bebendo cada vez mais cafés, etc. Na maioria dos casos, é um grande fumador que consume dois ou três maços de cigarros. De modo que este género de fumador usa o tabaco como uma droga; no entanto, paradoxalmente,é também nesta categoria que encontramos as pessoas que mais facilmente desintoxicam.
O seu carácter frontal e voluntarioso auxilias a consegui-lo. Uma vez tomada a decisão (e a motivação pode estar então aliada à preocupação com a saúde, ao medo de cair doente ou à compreensão da nocividade dos seus efeitos), são capazes de deixar de fumar com grande facilidade. Com estas pessoas é tudo ou nada.
Mas novamente repito: tudo depende da determinação inicial. Se o leitor não está seguro da sua opção, é garantido que terá de fazer grandes esforços, para quebrar as grilhetas de uma escravidão que aceitou livremente. “ 

Fonte: Roger, Jean Luc; Como Deixar de Fumar; Publicações Dom Quixote, 1984, 71308

terça-feira, 10 de março de 2020

Porque dormimos?

Como é que o seu corpo sabe que está na altura de dormir?
Porque sofre de jet lag depois de chegar de um fuso horário diferente? Como ultrapassar o jet lag? Por que motivo a aclimatação faz com que sinta ainda mais jet lag depois de regressar a casa? Por que motivo algumas pessoas usam melatonina para combater estes efeitos? Porque é que (e como) uma chávena de café o consegue manter acordado? Talvez mais importante do que tudo, como sabe se está a dormir o suficiente?
Existem dois factores que determinam quando quer dormir e quando quer estar acordado.
O primeiro fator é um sinal emitido pelo relógio interno de 24 horas instalado nas profundezas do seu cérebro. Este relógio cria um ciclo ritmado de noite e dia que o faz sentir-se cansado ou alerta a intervalos regulares da noite e do dia, respetivamente.
O segundo fator é o elemento químico que se forma no seu cérebro e que cria a «pressão do sono». Quanto mais tempo estiver acordado, mais esse químico de pressão do sono se acumula; logo, mais sonolento se sente. É o equilíbrio entre estes dois factores que vai determinar quão alerta e atento se sente durante o dia, quando se sente cansado e pronto para a noite e, em parte, quão bem vai dormir.


 Fonte: Walker, Matthew; Porque dormimos?; Men’s Journal, fevereiro 2019, 978-989-8892-25-6
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Alimentos que potenciam a ansiedade



«Nós somos o que comemos»
 Existem alimentos que pelas suas caraterísticas, grau de toxicidade e quantidade de antinutrientes (roubam as nossas vitaminas, minerais, sais minerais e outros nutrientes fundamentais) fazem aumentar ainda mais o cansaço, a ansiedade e a irritabilidade, uma vez que descompensam o nosso sistema nervoso.
Por outro lado, existem alimentos – os superalimentos- que nos dão energia, ajudam a melhorar o nosso estado de ânimo e ainda nos ajudam a tratar as doenças que nos afetam.
Os nossos sentimentos, estado de ânimo, energia, são controlados por neurónios, que são as células nervosas do nosso cérebro que comunicam entre si através dos neurotransmissores.
Muitos estudos científicos reputados demonstraram que alterações nos nossos neurotransmissores, tais como a dopamina, a serotonina, a acetilcolina e GABA afetam diretamente o nosso estado de energia e humor.
Os alimentos que ingerimos fornecem a matéria-prima para a produção e estimulação destes neurotransmissores.
O que o leitor come, ou deixa de comer, vai influenciar fortemente a sua saúde física e mental.

Que o teu alimento seja o teu remédio... 
já dizia Hipócrates, o pai da medicina 









Fonte: Bravo, João; Burn Out; Casa das Letras, setembro 2019 2ªedição, 978-989-780-109-9
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