quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Associação de hotelaria defende proibição de fumar em todos os estabelecimentos

A Associação Portuguesa de Hotelaria Restauração e Turismo (APHORT) desafiou hoje o Governo a implementar uma “política antitabágica de estabelecimentos 100% sem fumo”, para proteger a saúde dos profissionais do setor.
AFP PHOTO / Andrej ISAKOVIC
Juntando-se às críticas realizadas na terça-feira pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, a APHORT chama a atenção, em comunicado, para a situação dos profissionais de restauração que continuam, em certos casos, a ser alvo de exposição involuntária ao fumo e a ser tratados como “cidadãos de segunda”.
Perante o facto da nova lei do tabaco manter a permissão de fumar em locais de trabalho, “pondo em risco a saúde dos trabalhadores da hotelaria e restauração”, a APHORT defende “a necessidade urgente de haver vontade e coragem por parte do Governo para implementar uma política antitabágica de estabelecimentos 100% sem fumo”.
A associação refere que, “ao contrário de outras associações do setor”, tem vindo a defender esta posição há “vários anos”, afirmando não compreender “a passividade até agora demonstrada pelos sucessivos governos face ao caso dos profissionais que trabalham na indústria da hotelaria e restauração”.
“Estes profissionais continuam, em muitas situações, a ser alvo de exposição prolongada ao fumo de forma involuntária, pelo que é urgente assegurar o direito que estes têm de ver a sua saúde preservada”, defende no comunicado o presidente da APHORT, Rodrigo Pinto Barros.
A associação sublinha ainda “a incoerência do atual Governo”, relembrando as declarações proferidas pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na Conferência Europeia do Tabaco e Saúde que decorreu em março do ano passado no Porto.
Neste evento – lembra - o ministro apontou o tabaco como “um dos maiores flagelos que atingiu a saúde pública desde o início do século passado", afirmando que cerca de 30 pessoas morrem por dia em Portugal devido ao consumo desta substância.
Para a APHORT, “é altura de o Governo passar das palavras aos atos e implementar, de forma clara e inequívoca, uma política antitabágica que, à semelhança do que se passa no resto da Europa, é aplicada a todos os estabelecimentos comerciais”.
O consumo de álcool e tabaco em locais ao ar livre, como campos de férias, é proibido desde segunda-feira, com a entrada em vigor de uma lei apelidada de “tímida” e que alarga o conceito de fumar.
A nova lei foi aprovada no parlamento em junho e decorre de uma proposta do governo que os deputados modificaram.
Com a entrada em vigor no primeiro dia do ano, passa a ser proibido fumar em locais para menores, ainda que ao ar livre, como campos de férias e parques infantis.
Fonte: http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/associacao-de-hotelaria-defende-proibicao-de-fumar-em-todos-os-estabelecimentos

www.parardefumar.pt

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Os efeitos do tabaco na cirurgia plástica

O fumo do cigarro contem cerca de 4000 químicos identificados, sendo que destes, 250 são prejudiciais à saúde. Um artigo da médica Ana Silva Guerra, especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva.



A nicotina tem um efeito nefasto sobre o processo cicatricial, uma vez que é um potente vasoconstritor e condiciona um desequilibro da coagulação a favor de fenómenos trombóticos.
O monóxido de carbono é um gás que corresponde a cerca de 4% do fumo do cigarro e reduz significativamente a oxigenação dos tecidos.
O cianeto de hidrogénio é altamente tóxico, interfere com a capacidade de reparação celular e com o processo cicatricial
O oxido nítrico aumenta a absorção de nicótica a nível pulmonar e contribui para a vasoconstrição generalizada dos pequenos vasos.
É um dado adquirido, baseado na evidência científica, que o tabaco afeta negativamente a cicatrização, aumentando o risco de complicações no período pós operatório imediato. No âmbito da cirurgia plástica, sabe-se que o risco infeção da ferida operatória e concomitante atraso na cicatrização é duas a três vezes superior num paciente que fuma.
Impacto no resultado das cirurgias
O impacto do tabagismo nas principais intervenções do foro da cirurgia plástica traduz-se no seguinte :
- no face lift, pela necessidade de grande descolamento de pele da face, é uma cirurgia de risco se o tabaco não for suspenso. A taxa de complicações chega aos 20% comparativamente ao risco de 2 a 5% nos não fumadores;
- na abdominoplastia, que é uma das cirurgias mais relevantes na área da cirurgia estética, a taxa de complicações ronda os 45% - deiscência de sutura e necrose do tecido.
- a redução mamária é outra intervenção muito comum, sobretudo no âmbito funcional/reconstrutivo também esta associada a elevada percentagem de complicações quando o tabaco esta presente: 35 a 40% de complicações (dificuldade de cicatrização, infeção) comparativamente aos 12 a 17% dos não fumadores. A correlação com o tabaco, mostrou ser dose dependente, i.e., quando maior o nível de nicotina, maior o atraso no processo cicatricial e maior o risco de infeção.
- reconstrução mamária: neste âmbito, o maior impacto do tabaco verifica-se na reconstrução com expansor/implante mamário. A reconstrução com tecidos da própria doente é menos sensível a este problema.
- Microcirurgia – é mais que reconhecido o papel nefasto do tabaco nas áreas dadoras da reconstrução microcirúrgica. Felizmente, a transferência de tecido não é significativamente afetada pelo tabaco, pelo menos de forma idêntica à cicatrização da área onde foi retirado esse tecido.
- Reimplantação/ Revascularização: a taxa de sucesso no reimplante/revascularização digital não é significativamente afetada pelos hábitos tabágicos, porem, a intolerância ao frio, alterações da sensibilidade e dor cronica têm muito mais probabilidade de ocorrer nos fumadores. A taxa de amputação tardia, na sequencia destas alterações é muito elevada: 31 a 64%.
A cessação tabágica é crucial em grande parte dos procedimentos reconstrutivos e estéticos no âmbito especifico da cirurgia plástica.
Para tal, além da motivação individual, estes pacientes devem ser encorajados e acompanhados em consulta médica com lugar ou não há realização de terapêutica médica complementar.
Um artigo da médica Ana Silva Guerra, especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva.
Fonte:https://lifestyle.sapo.pt/moda-e-beleza/corpo-e-estetica/artigos/os-efeitos-do-tabaco-na-cirurgia-plastica

www.parardefumar.pt

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Alimentos viciantes


Resultado de imagem para alimentos viciantes

Alguns alimentos viciam, ou seja, criam dependências, pois promovem a libertação da dopamina - um neurotransmissor que promove a sensação de prazer no cérebro. Ao ingerir este tipo de alimentos, o cérebro entende que está a receber uma espécie de "recompensa" e vai tentar sempre procurá-la. São também alimentos altamente processados, ricos em gordura e com um elevado índice glicémico. Os mais "perigosos" são o chocolate, o gelado, as batatas fritas, a pizza e as bolachas.
O consumo de alimentos com elevados níveis de gorduras, sódio e açúcares (sacarose, maltose, lactose, glucose, frutose, dextrose, xarope de açúcar invertido..)deve ser moderado.
Evite alimentos com grandes de lípidos, optando sempre pelos produtos com baixo teor em gorduras, sobretudo as saturadas e o colesterol.
Tenha atenção aso glícidos, ou seja, a escolha deve recair sempre sobre os alimentos ricos em amido e pobres em açúcares.
Um valor de referência para os níveis energéticos de determinado produto é não mais de 300-400k cal por cada 100 gramas, o que já representa um índice bastante elevado.
Aquando da escolha dos alimentos com alto teor de hidratos de carbono, certifique-se de que exista entre 6 a 10 gramas de fibra e proteína por cada 100 gramas de produto.
Quando procurar alimentos com alto teor de hidratos de carbono, certifique-se de que a incidência de gorduras é inferior a 10 gramas por cada 100 gramas de produto.
No que toca a gorduras, opte sempre por alimentos com gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas (nomeadamente a hidrogenada ou trans).
Confira produtos parecidos e escolha a versão que apresente menos teor de açúcar e sal.
Quanto mais reduzida for a lista de ingredientes de um produto, mais saudável é o alimento, uma vez que não terá aditivos, conservantes ou outros ingredientes normalmente utilizados em produtos processados.
Verifique sempre a validade dos artigos.

www.parardefumar.pt